MAPA DA INADIMPLÊNCIA

Mais da metade dos adultos do RN está com o nome sujo com dívidas de R$ 7,8 bilhões

Carteira de couro aberta com cédulas de dinheiro
Cédulas de dinheiro saindo de uma carteira de couro sobre uma mesa — Foto: José Aldenir

Mais de 1,3 milhão de potiguares enfrentam restrições no CPF, refletindo um cenário de crédito restrito e desafios estruturais na economia estadual.

O Rio Grande do Norte atingiu uma marca preocupante no cenário econômico ao registrar que mais da metade da população adulta do Estado está com o nome sujo. A decisão de compilar esses dados, divulgada na quinta-feira (27/08), reflete a análise do Mapa da Inadimplência da Serasa, que aponta um total de 1.379.226 potiguares em situação de inadimplência, representando 51,8% dos adultos do Estado. O volume total das pendências financeiras soma R$ 7,8 bilhões, um dado que alerta para o impacto direto na qualidade de vida e na dignidade das famílias locais.

Cada pessoa inadimplente no RN carrega uma dívida média de R$ 5.664,86, distribuída em um estoque global de 4.477.740 dívidas ativas. A gravidade da situação foi detalhada pelo Painel Econômico do Correio de Hoje em sua edição de quinta-feira (27/08), que destacou não apenas o montante financeiro, mas também o declínio na pontuação média de crédito da população potiguar, que caiu de 529 para 524 pontos em um ano. Esse indicador é determinante para a viabilidade de novos empréstimos e o acesso a condições justas de consumo.

O cenário no Rio Grande do Norte espelha uma tendência nacional consolidada pelo Mapa da Inadimplência da Serasa em 2026. Com 83,5 milhões de inadimplentes no Brasil, o caráter crônico do problema se sobressai: 42% dos brasileiros negativados já enfrentavam restrições financeiras há uma década. No Nordeste, a situação é ainda mais aguda, com mais de metade dos adultos da região possuindo restrições em seus CPFs.

Para o cidadão, o reflexo desse cenário é a perda do poder de compra e o distanciamento do acesso ao mercado de crédito formal. Sem a capacidade de honrar compromissos, o indivíduo é empurrado para o consumo caro ou para a exclusão financeira, gerando um ciclo vicioso que afeta o comércio e a circulação de renda no Estado. Especialistas indicam que a superação desse quadro exige políticas de renegociação, como as promovidas pelo programa Serasa Limpa Nome, aliado a um cenário de juros mais acessíveis e expansão da renda familiar.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário