MERCADO DE TRABALHO

Mercado de trabalho brasileiro registra recorde com 103,3 milhões de ocupados

Movimentação de trabalhadores em uma área comercial urbana
Trabalhadores em centro financeiro movimentado em dia útil — Taxa de subutilização da força de trabalho cai para 13%, com redução significativa no número de trabalhadores desalentados | Ascom/PMN

Taxa de desemprego cai para 5,3% no trimestre encerrado em julho, impulsionada pelo aumento no setor privado e recorde na massa de rendimentos.

O mercado de trabalho brasileiro atingiu um novo recorde de ocupação no trimestre encerrado em julho, alcançando a marca histórica de 103,3 milhões de pessoas empregadas. O cenário positivo, detalhado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira (27/08), reflete uma trajetória de recuperação da dignidade laboral, com a taxa de desemprego recuando para 5,3%.

Este índice representa uma queda de 0,5 ponto percentual em comparação ao trimestre finalizado em abril, quando o desemprego estava em 5,8%, e supera o desempenho registrado no mesmo período de 2025 (5,6%). O avanço reflete a inclusão de 1 milhão de trabalhadores adicionais no mercado em apenas três meses, um dado que impacta diretamente a estabilidade financeira das famílias brasileiras.

O setor privado foi um dos pilares desse crescimento, registrando 39,4 milhões de empregados com carteira assinada, o maior patamar já contabilizado pelo instituto. Paralelamente, a massa de rendimento real habitual atingiu o recorde de R$ 383,5 bilhões, consolidando um aumento de 4,1% em um ano. Esse fôlego na renda das famílias é um indicador fundamental de alívio econômico para a população.

Apesar da resiliência dos dados, o cenário ainda impõe desafios estruturais. A informalidade mantém-se expressiva, abrangendo 38,8 milhões de trabalhadores, ou 37,5% da força de trabalho. Além disso, embora tenha ocorrido uma queda na subutilização e no desalento — grupo de 2,3 milhões de pessoas que desistiram de buscar emprego —, a redução desses indicadores mostra que o país ainda precisa de políticas contínuas para integrar plenamente essa parcela da sociedade ao mercado formal.

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