GUERRA POLÍTICA
Lula reage com frieza a Alcolumbre após derrota de Messias no Senado
Presidente traça estratégia cautelosa para lidar com articulação do Senado Federal na indicação ao STF. Derrota de Messias foi por 42 a 34 votos.
O presidente Lula sinalizou a aliados nos últimos dias que pretende reagir com frieza estratégica a Davi Alcolumbre (União-AP) após a histórica derrota de Jorge Messias no Senado Federal, uma articulação atribuída ao presidente da Casa. A decisão do chefe do Executivo, revelada nesta terça-feira, 05/05/2026, aponta para um cálculo político cauteloso que pode redefinir o relacionamento entre o Planalto e o Congresso, impactando diretamente pautas cruciais para o governo e a sociedade.
Mantendo a discrição, três auxiliares e aliados próximos a Lula, ouvidos sob reserva, confirmam que o presidente não planeja retaliações públicas, como a demissão de indicados de Alcolumbre em seu governo. "O presidente não busca uma vingança explícita; sua abordagem será de análise calma e estratégica", declarou um petista próximo a Lula à nossa coluna. Outra fonte do governo reforçou que Lula agirá contra Alcolumbre com cautela e estratégia. "O presidente agirá discretamente, mas com firmeza", afirmou.
A Complexa Dependência Política de Lula
Aliados ressaltam que Lula raramente age impulsionado pela emoção. Eles reconhecem que, no momento, uma reação abrupta contra Alcolumbre traria mais prejuízos do que benefícios ao governo. O presidente e seus ministros estão cientes de que a colaboração do presidente do Senado é indispensável para a aprovação de pautas governamentais importantes, como o fim da escala de trabalho 6x1, uma promessa central da campanha de Lula.
Embora não cogite uma retaliação imediata, auxiliares próximos indicam que Lula manifesta profundo incômodo com a articulação de Davi Alcolumbre para a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Nos bastidores políticos, o petista atribui a derrota de Messias a um suposto "acordão" entre Alcolumbre, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
Para o governo, esse arranjo incluiria também a derrubada dos vetos presidenciais de Lula ao Projeto de Lei da Dosimetria, que visa reduzir as penas dos condenados pelos eventos de 8 de Janeiro, e a posterior manutenção dessa decisão pelo STF. Recentemente, fontes do Planalto revelaram que o presidente expressou a aliados sua perplexidade pela ausência de justificativas claras para a rejeição de Messias pelos senadores, que votaram 42 a 34 contra a indicação.
Diante deste cenário, Lula avalia a possibilidade de insistir na indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) para o Supremo, mas enfatiza a necessidade de uma negociação cuidadosa com o Senado para evitar uma nova e custosa derrota política.
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