DISPUTA PRESIDENCIAL 2026

Lula perde força no Sudeste enquanto Flávio Bolsonaro avança em pesquisas

Candidatos à presidência Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o candidato Flávio Bolsonaro em disputa pela preferência dos eleitores nas eleições de 2026 — Foto: Arquivo

Dados da Quaest indicam cenário de maior equilíbrio regional comparado a 2022, com o atual presidente enfrentando desafios em colégios eleitorais estratégicos.

A corrida presidencial de 2026 desenha um cenário de maior equilíbrio em relação ao pleito de 2022, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantendo solidez no Nordeste, mas encontrando barreiras crescentes no Sudeste. Levantamentos estaduais da Quaest, divulgados ao longo de agosto, revelam a dinâmica competitiva entre o atual mandatário e o candidato Flávio Bolsonaro (PL).

Em âmbito nacional, dados divulgados pela Quaest em 14/08 apontam Luiz Inácio Lula da Silva com 38% das intenções de voto, frente aos 31% de Flávio Bolsonaro. O quadro difere do mesmo período de 2022, quando os índices eram de 45% e 33%, respectivamente. A redução na concentração de votos nos dois principais nomes sinaliza uma disputa mais aberta este ano.

Em Minas Gerais, o impacto é evidente: enquanto em agosto de 2022 Luiz Inácio Lula da Silva possuía uma vantagem de dez pontos percentuais, hoje o cenário indica um empate técnico com Flávio Bolsonaro numericamente à frente. A mesma tendência de vantagem numérica para o candidato do PL ocorre em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A análise da avaliação governamental esclarece parte da insatisfação eleitoral. Em São Paulo, a gestão petista acumula 48% de avaliação negativa, enquanto no Rio de Janeiro o índice atinge 45%. Para o cientista político Jairo Pimentel, professor da FESPSP, os níveis de aprovação atuais são cruciais para a disputa, embora Flávio Bolsonaro também apresente um desempenho inferior ao que Jair Bolsonaro registrava no mesmo estágio de campanha anterior.

O eleitorado, contudo, ainda demonstra volatilidade. Segundo a Quaest, 10% dos entrevistados permanecem indecisos e 8% pretendem votar em branco ou anular, um percentual superior ao observado em 2022.

Enquanto o Nordeste permanece um reduto favorável a Luiz Inácio Lula da Silva — com vantagem em Alagoas, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Sergipe e Rio Grande do Norte —, a Região Sul reforça a preferência por Flávio Bolsonaro, especialmente em Santa Catarina. No Norte, a margem de vantagem do petista diminuiu significativamente, como visto no Amazonas, onde a disputa agora se encontra em empate técnico.

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