INTENÇÃO DE VOTOS

Pesquisa DataVero/Diário do RN aponta crescimento de Cadu de Lula

Dados revelam avanço do candidato após apoio presidencial; cenários de migração de votos podem alterar disputa ao governo do RN.

A candidatura de Cadu de Lula apresenta trajetória de crescimento progressivo na corrida eleitoral potiguar, alcançando patamares superiores a 20% das intenções de voto. O movimento, detectado pela pesquisa DataVero/Diário do RN, ganha impulso após a passagem do presidente Lula pelo estado, consolidando a influência da figura do mandatário federal sobre o eleitorado local.

No cenário presidencial, a vantagem de Lula é expressiva no RN, com 54% das intenções de voto contra 25% de Flávio Bolsonaro. Esse capital político configura o principal ativo de Cadu de Lula, que busca converter a popularidade do presidente em votos para o governo estadual. Atualmente, 40% dos eleitores de Lula no estado declaram preferência por Allyson, enquanto 30% apoiam Cadu.

A análise técnica aponta que a dinâmica da eleição depende diretamente da migração de votos entre os campos ideológicos. Caso Cadu de Lula consiga capturar 30% do eleitorado de Lula que hoje opta por Allyson, projeções indicam uma inversão nas posições, com Cadu atingindo 35% e Allyson recuando para 22%. Similarmente, Álvaro Dias busca consolidar apoio entre eleitores de Flávio Bolsonaro, podendo alterar o equilíbrio da disputa caso atraia parte dos votos atualmente vinculados a Allyson.

No âmbito da Câmara Alta, o cenário de renovação mantém os atuais senadores Styvenson Valentim e Zenaide Maia como protagonistas, enquanto Samanda, Rafael e Coronel Hélio seguem em empate técnico. Paralelamente, bastidores da Política indicam a preparação de uma peça jurídica contra Styvenson Valentim, por suposta conduta vedada envolvendo o uso de estrutura de saúde para promoção eleitoral.

Embora os números ofereçam um diagnóstico estratégico, o pleito permanece em aberto. A concretização dessas mudanças exige um trabalho ostensivo de mobilização por parte das campanhas, uma vez que a transferência de votos não ocorre de forma automática, mas depende da capacidade de diálogo com as bases de Lula e Flávio Bolsonaro.

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