GOVERNO ACELERA AGENDAS

Lula intensifica pré-campanha com agenda acelerada antes de restrições eleitorais

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursando em um evento.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento público.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) amplia visitas a estados e anúncios diários visando entregas antes de 4 de julho. Petista oficializará candidatura em 1º de agosto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou sua pré-campanha para a reeleição, adotando um ritmo acelerado de atividades. No último mês, o petista realizou, em média, uma visita a estado a cada quatro dias e fez um anúncio por dia, demonstrando um ímpeto de entregas superior ao observado em períodos anteriores.

A principal motivação por trás dessa intensificação é a proximidade do período de defeso eleitoral, que se inicia em 4 de julho. A partir dessa data, o governo Lula enfrentará restrições significativas, incluindo a proibição de inaugurar obras e realizar publicidade. O objetivo é concretizar as entregas essenciais até a data estabelecida pela Justiça Eleitoral.

A agenda desta semana prevê visitas do presidente ao Rio de Janeiro e, posteriormente, a São Paulo. Entre 20 de maio e 19 de junho, Luiz Inácio Lula da Silva promoveu 27 anúncios de entregas, conforme levantamento da CNN Brasil.

Aliados do presidente reconhecem que a ausência de um "modo eleição" declarado representava uma desvantagem. Por isso, busca-se conciliar a agenda de entregas governamentais com as atividades de pré-campanha. Os três maiores colégios eleitorais do país — São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais — foram visitados nesse período. A tendência é que a agenda de entregas ganhe ainda mais força até 4 de julho.

No âmbito partidário, o PT (Partido dos Trabalhadores) definirá oficialmente a candidatura de Lula à reeleição em 1º de agosto, durante convenção a ser realizada em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Com a candidatura lançada e registrada, a campanha eleitoral terá início de fato em 16 de agosto, quando diversas restrições serão suspensas. A partir dessa data, a Justiça Eleitoral permitirá a realização de comícios, distribuição de material gráfico, carreatas e impulsionamento de conteúdo pago na internet, além de pedidos de voto.

O partido também decidiu destinar à campanha presidencial a quantia máxima permitida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Estima-se que os candidatos à Presidência possam gastar até R$ 105 milhões no primeiro turno, valor que pode ascender a R$ 157 milhões em caso de segundo turno. O PT conta com R$ 615,3 milhões do Fundo Eleitoral para as eleições de 2026.

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