FIM DA ESCALA 6X1
Lula defende fim da escala 6x1 em meio a impasse no Senado
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforça apoio à proposta de emenda à Constituição (PEC) que aguarda análise no Senado, prometendo mais qualidade de vida e dignidade aos trabalhadores com a redução da jornada semanal e mais dias de descanso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu publicamente, nesta quarta-feira, 08/07/2026, o fim da escala de trabalho 6×1. A manifestação ocorreu por meio de suas redes sociais, em um momento em que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do tema encontra-se paralisada no Senado Federal.
“A proposta para acabar com a escala 6×1 foi desenhada para garantir mais qualidade de vida e dignidade a quem trabalha. O projeto reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais e assegura dois dias de descanso por semana, sem que isso mexa no bolso do trabalhador”, declarou o presidente em sua publicação, destacando os benefícios da mudança.
O petista classificou a iniciativa como uma “mudança histórica” com potencial para impactar positivamente a vida de cerca de 37 milhões de brasileiros. Segundo Lula, o objetivo principal vai além da mera redução de horas, buscando devolver aos trabalhadores o direito ao descanso, à saúde, à educação e ao convívio familiar, promovendo uma vida mais equilibrada.

A PEC 221/2019, que propõe o fim da escala 6×1, foi aprovada pela Câmara dos Deputados e enviada ao Senado em 28 de maio. Desde então, a proposta aguarda a designação de relatoria e a movimentação por parte do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para que sua tramitação tenha início.
Na véspera, terça-feira (7/7), o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), havia pressionado o senador pela agilidade na pauta, alertando que, caso a proposta não fosse discutida na semana seguinte, Alcolumbre poderia ser considerado um “inimigo” da iniciativa. O fim da escala 6×1 é vista como uma das prioridades de Lula para sua gestão.
Em resposta, Davi Alcolumbre emitiu uma nota afirmando que não tolerará intimidações e que a definição da pauta legislativa é uma prerrogativa constitucional da Presidência do Senado, não se sujeitando a pressões políticas ou eleitorais.
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