INDÚSTRIA BRASILEIRA

Lula critica Vale por compras na China e cobra Pimenta

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante discurso
Presidente Lula

Presidente defende soberania nacional e valoriza estaleiros brasileiros em visita à Bahia. Debate sobre o papel das estatais reacende.

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, a decisão da Vale de adquirir navios na China, afirmando que levará o assunto para discussão com o presidente da mineradora, Gustavo Pimenta. A declaração, feita durante visita a uma fábrica de fertilizantes na Bahia, ressalta a defesa do governo por uma indústria nacional robusta e a soberania do Brasil, priorizando a geração de empregos e o desenvolvimento tecnológico em estaleiros brasileiros.

Para o Presidente, "não tem sentido um esforço imenso para fazer com que o estaleiro brasileiro trabalhe e a Vale, que foi criada pelo governo brasileiro, dê trabalho na China". A Vale, fundada em 1942 como Companhia Vale do Rio Doce e privatizada em 1997, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, é vista pelo petista como uma empresa que deveria impulsionar a economia interna.

No mesmo pronunciamento, Lula reforçou sua crítica ao que chamou de “formação política de vira-lata”, que, segundo ele, dominou o Brasil por muito tempo, cultivando a ideia de que "tudo que era do exterior era bom e tudo que era do Brasil não prestava". Essa retórica já havia sido empregada em abril de 2026, quando defendeu que o Brasil precisa "jogar fora o complexo de vira-lata", um apelo à valorização da capacidade e do potencial nacional.

O Presidente também defendeu veementemente o papel das estatais, destacando a Petrobras como "a empresa mais importante do Brasil". Ele argumentou que a estatal é uma "demonstração de que o privado não é mais eficiente do que o público", criticando a venda de empresas públicas por gestores que “não sabem governar” e as classificam como ineficientes.

Ao abordar a soberania nacional, Lula declarou que "Nada é mais importante para um país do que a gente ser dono do nariz", enfatizando a importância de o Brasil dialogar em igualdade com outras nações. Ele citou uma conversa com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), na qual deixou claro que discutiria todos os assuntos, exceto democracia e soberania, que classificou como "coisas nossa". Este discurso reafirma um posicionamento firme em defesa da autonomia e do orgulho brasileiro no cenário global.

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