DISPUTA NO SENADO

Lula critica articulação de Rogério Marinho contra o fim da escala 6x1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursando durante evento institucional
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento oficial no Palácio do Planalto — Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva contestou a atuação do senador contra a PEC que prevê o fim da jornada 6x1, pauta prioritária no Congresso Nacional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou publicamente o senador Rogério Marinho (PL-RN) por sua atuação contrária à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da jornada de trabalho 6x1. O posicionamento de Lula, manifestado em postagem na rede social Twitter, ocorreu na quinta-feira (03/09), destacando o embate político em torno da medida que visa garantir maior tempo de descanso aos trabalhadores brasileiros.

Ao abordar a relevância da proposta, o presidente defendeu que a mudança é essencial para a saúde mental e a dignidade do trabalhador. Lula ressaltou que a jornada de seis dias de trabalho semanais, com apenas um de folga, impõe um desgaste desproporcional, especialmente para aqueles que também acumulam responsabilidades domésticas no único dia de descanso.

O cenário de tensão política se intensificou após a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal aprovar a matéria na quarta-feira (02/09). A decisão na comissão ocorreu de forma simbólica, contando com votos contrários de Rogério Marinho, Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O relator da proposta, Omar Aziz (PSD-AM), articulou para que o texto original da Câmara dos Deputados fosse mantido, evitando novos trâmites que poderiam postergar a votação.

Para que a mudança entre em vigor, a PEC precisa ainda ser submetida ao plenário da Casa Alta, onde necessita de, no mínimo, 49 votos favoráveis em dois turnos. A base governista tem trabalhado em um calendário especial para acelerar a tramitação, considerando o alto apelo popular da pauta em ano eleitoral.

Enquanto o governo federal defende a medida como uma evolução histórica necessária para os direitos laborais, parte da oposição argumenta sobre eventuais riscos econômicos. Até o momento, a equipe de Rogério Marinho não retornou aos contatos realizados pela CNN Brasil para comentar as declarações do presidente.

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