JORNADA DE TRABALHO
Lula aponta entraves da oposição à PEC que propõe fim da escala 6x1
Presidente critica atuação de parlamentares no Congresso Nacional e defende impacto positivo da medida para o descanso dos trabalhadores.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atribuiu à oposição a responsabilidade pela falta de votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa encerrar a escala de trabalho 6x1. A declaração foi feita na quarta-feira (02/09), após o texto travar no Senado Federal, gerando debate sobre os direitos trabalhistas e o descanso semanal remunerado.
Lula utilizou suas redes sociais para destacar o papel de parlamentares, como o senador Rogério Marinho (PL-RN), na contenção da pauta. O presidente afirmou que é fundamental que a sociedade acompanhe o posicionamento de cada representante no Congresso Nacional diante da discussão sobre a jornada laboral.
"Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6x1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta", declarou Luiz Inácio Lula da Silva.
O impacto central da proposta, segundo o governo, é assegurar a dignidade do trabalhador ao permitir um dia a mais de descanso sem a redução dos salários. A ausência dessa conquista, na visão do Planalto, perpetua uma exaustão física e mental que afeta milhões de famílias brasileiras.
Em defesa da PEC, o presidente rebateu argumentos econômicos contrários, classificando-os como falaciosos. Lula comparou a resistência atual à mesma retórica utilizada historicamente contra a implementação de direitos básicos, como as férias remuneradas e o 13º salário.
"As justificativas são as de sempre. Se a gente aprovar, o Brasil 'quebra'. Do mesmo jeito que ia 'quebrar' quando os trabalhadores conquistaram o direito às férias", reforçou o mandatário.
Embora a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) tenha dado o aval à proposta na quarta-feira (02/09), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ainda não pautou o texto para votação no plenário. O trâmite legislativo segue pendente de decisão final da mesa diretora da casa.
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