DEBATE ELEITORAL
Romeu Zema critica fim da escala 6x1 e defende privatização de estatais
Candidato do Novo classificou a medida aprovada pela CCJ do Senado Federal como populista e propôs flexibilização da jornada de trabalho por horas.
O candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), classificou o fim da escala 6x1 como uma medida populista adotada pelo governo. O posicionamento foi manifestado durante sabatina realizada em São Paulo, na quinta-feira (03/09), após a proposta avançar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal na quarta-feira (02/09).
Ao criticar o avanço da pauta, Romeu Zema argumentou que a decisão reflete o aproveitamento do cenário eleitoral. Para o candidato, a melhoria na qualidade de vida do trabalhador não depende de determinações centralizadas em Brasília, afirmando que a medida busca enganar a população em vez de trazer soluções estruturais para a economia.
Em substituição ao modelo atual, o candidato do Novo defende uma proposta de jornada baseada na liberdade de escolha por hora. Segundo Romeu Zema, o objetivo é permitir que o próprio trabalhador defina sua carga horária, criticando a imposição de regras rígidas sobre o tempo de serviço que, em sua visão, limitam a autonomia do cidadão.
Além da agenda trabalhista, o presidenciável reforçou o compromisso com a privatização de empresas estatais. Romeu Zema citou casos como a Petrobrás, envolvida no escândalo do Petrolão, e o BRB, mencionando o envolvimento de instituições públicas em episódios de corrupção e gestão ineficiente como justificativa central para a venda desses ativos ao setor privado.
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