GOVERNO CRÍTICA OPOSIÇÃO
Lula compara Gaza a "terra arrasada" herdada de Bolsonaro
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou a destruição na Faixa de Gaza para exemplificar os problemas deixados pela gestão anterior, afirmando que "destruir é muito fácil". A declaração ocorreu durante evento em Aracruz (ES) nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026.
block-paragraph-Lula usa a destruição na Faixa de Gaza como metáfora para a "terra arrasada" que, segundo ele, herdou do governo Jair Bolsonaro (PL). A comparação foi feita pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante discurso na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada em Aracruz (ES), nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026. "Quantos anos os palestinos levaram para construir as suas casinhas em Gaza? Quanto tempo foi necessário para destruírem grande parte das coisas?", questionou o Presidente, referindo-se aos ataques israelenses no território palestino. Lula destacou que "destruir é muito fácil" para defender a necessidade de reconstruir políticas públicas no Brasil, que, em sua visão, foram desmanteladas. O Presidente reiterou suas críticas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e à ofensiva militar em Gaza. Desde o início do conflito, Lula tem condenado os ataques contra civis palestinos e chegou a comparar a ação militar ao Holocausto. A última manifestação pública de Lula sobre Benjamin Netanyahu antes do discurso desta quinta-feira, 21 de maio, foi em 17 de maio, em entrevista ao Washington Post. Na ocasião, o Presidente afirmou que Donald Trump sabia de sua condenação ao "genocídio na Palestina" e de sua oposição à guerra no Irã. Em 14 de abril, Lula dirigiu críticas mais diretas a Netanyahu, declarando que o premiê israelense "faz mal para a humanidade", que ele estava "fora da linha" e que chegou a cogitar o rompimento das relações diplomáticas com Israel. CRÍTICAS AO GOVERNO BOLSONARO O evento em Aracruz também foi palco de críticas de Lula ao governo anterior. Ele acusou a gestão de Jair Bolsonaro de ter "destruído" políticas públicas e de ter governado por meio do "gabinete do ódio", um núcleo associado à disseminação de ataques e desinformação por aliados do ex-presidente. O Presidente definiu a gestão bolsonarista como um "período da mentira" no país. Ao citar o empresário Daniel Vorcaro, Lula declarou: "Nós nunca fomos atrás da lei Daniel Vorcaro para financiar nenhum artista brasileiro". A menção remete ao filme "Dark Horse" e ao envolvimento de Flávio Bolsonaro (PL) com o Banco Master. Lula adiantou que "vai aparecer muito mais coisa" e associou adversários políticos a práticas de desinformação e violência política. O evento marcou o retorno da Teia Nacional dos Pontos de Cultura após 12 anos. A cerimônia reuniu representantes da cultura popular, povos tradicionais e gestores públicos de todo o Brasil. Durante o encontro, a ministra Margareth Menezes (Cultura) assinou a regulamentação do programa Festejos Populares do Brasil. O Presidente Lula também rubricou decretos para reestruturar o Conselho Nacional de Política Cultural e para criar a Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares. Estavam presentes a cantora Luedji Luna, que interpretou o Hino Nacional, o senador Fabiano Contarato (PT-ES), o ministro substituto da Saúde, Adriano Massuda, e o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
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