PROMESSA DE GOVERNO

Lula da Silva promete concluir transposição do rio São Francisco até dezembro

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa em evento oficial sobre investimentos em tecnologia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante evento de anúncio de investimentos em Natal, RN.

Presidente afirma que a maior obra hídrica do mundo será finalizada ainda em 2026, garantindo o abastecimento para 15 milhões de nordestinos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou o compromisso do governo federal com a finalização da transposição do rio São Francisco, assegurando que a obra será entregue até o final de 2026. A conclusão da estrutura, classificada pelo chefe do Executivo como a maior intervenção hídrica em curso no mundo, visa impactar diretamente a vida de 15 milhões de nordestinos que dependem da segurança hídrica para o desenvolvimento regional. O anúncio foi feito nesta 5ª feira (20.ago.2026), durante a apresentação de um supercomputador nacional voltado à inteligência artificial em Natal, RN.

A promessa ganha contornos de urgência diante do histórico da obra, cujas origens remontam ao período imperial, sob Dom Pedro II, mas que enfrentou décadas de entraves políticos entre Estados pelo controle das águas. A conclusão definitiva do projeto, iniciada efetivamente apenas em 2007, é vista pelo Palácio do Planalto como um passo crucial para consolidar o rio como um patrimônio de todos os brasileiros, superando disputas regionais que paralisaram o progresso do empreendimento por sucessivas gestões.

O cenário político, contudo, impõe cautela devido ao período de defeso eleitoral, vigente desde 4 de julho de 2026. Sob a vigência da Lei das Eleições (Lei 9.504 de 1997) e resoluções do TSE, agentes públicos possuem restrições quanto à promoção institucional de obras. Cabe agora à Justiça Eleitoral, caso provocada, analisar se a declaração e o evento se mantêm dentro dos limites legais ou se configuram violação às regras de campanha para o pleito deste ano.

Lula justificou o desafio histórico ao destacar que a transposição sempre exigiu vontade política para enfrentar resistências internas e divergências entre gestões anteriores, incluindo críticas aos governos de Jair Bolsonaro (PL) e Michel Temer (MDB). Com quase 1.400 km de canais e mais de 15 mil km de adutoras, a obra é apresentada pelo atual governo como a superação de anos de negligência, prometendo, por fim, o acesso à água como um direito fundamental para as populações do Nordeste.

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