TENSÃO GEOPOLÍTICA GLOBAL
Luiz Inácio Lula da Silva classifica como pirataria a taxa de Donald Trump no estreito de Hormuz
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a cobrança de 20% sobre cargas no estreito de Hormuz anunciada por Donald Trump, defendendo a aceleração da transição energética no Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como ato de pirataria a cobrança de um pedágio de 20% sobre as cargas que transitam pelo estreito de Hormuz, medida anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi proferida nesta segunda-feira, 13/07/2026, durante visita oficial ao IMT (Instituto Mauá de Tecnologia), em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, e reflete a preocupação do governo brasileiro com o impacto de conflitos geopolíticos na economia doméstica.
Ao condenar a postura do governo norte-americano, o presidente brasileiro ressaltou que a medida compromete a estabilidade das rotas energéticas globais. Segundo o mandatário, a taxação é uma prática que destoa das normas civilizatórias esperadas de uma nação como os Estados Unidos, afetando diretamente a vida dos brasileiros ao elevar os custos de produtos básicos, como o feijão, devido à pressão inflacionária gerada pela guerra iniciada por Donald Trump.
Durante a agenda no IMT (Instituto Mauá de Tecnologia), Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o Brasil deve reduzir sua dependência de combustíveis fósseis para proteger sua soberania econômica. O chefe do Executivo destacou que o país possui potencial para liderar a produção de combustíveis renováveis, citando avanços tecnológicos em etanol e biodiesel como peças-chave para um futuro sustentável.
O presidente reiterou a necessidade de o país adotar uma postura internacional mais assertiva na agenda climática. Reforçando o compromisso já sinalizado na feira de Hannover, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o biocombustível brasileiro representa uma alternativa competitiva e ecologicamente superior, com emissões 67% menores de gases de efeito estufa, e instou o setor científico a continuar a luta por um modelo produtivo global mais equilibrado.
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