BRASIL LÍDER GLOBAL
Louis Dreyfus Company projeta expansão e prioriza o Brasil em seus investimentos globais
Louis Dreyfus Company prioriza o país com hubs em Mato Grosso e Cubatão, impulsionando o algodão global.
A Louis Dreyfus Company (LDC) reafirmou sua profunda confiança no potencial do agronegócio brasileiro, anunciando a priorização do país em seus investimentos globais e a expansão estratégica de suas operações. A decisão da gigante do setor visa consolidar a liderança do Brasil no mercado internacional de algodão e otimizar a cadeia logística, trazendo benefícios diretos a produtores e à economia nacional. A empresa inaugurou, em fevereiro, um moderno hub logístico multimodal em Rondonópolis, Mato Grosso, e expande um armazém em Cubatão, reforçando sua aposta no crescimento contínuo do setor, conforme revelado nesta segunda-feira, 11/05/2026.
A aposta da LDC reflete a ascensão meteórica do Brasil, que se tornou o maior exportador de algodão em pluma em 2025, superando os Estados Unidos. O crescimento é notável: há pouco mais de duas décadas, o país exportava cerca de 3 mil toneladas da fibra; na safra atual, esse número alcançou quase 3 milhões de toneladas. A LDC, já líder na comercialização da fibra no Brasil, figura entre as principais exportadoras do algodão cultivado em solo brasileiro, impulsionando essa expansão.
O hub de Rondonópolis, em Mato Grosso, inaugurado em fevereiro, opera como um ponto estratégico de integração. Ele conecta o fornecimento de insumos e o recebimento da produção de algodão. “O produtor pode ir lá pegar esse produto e, para fazer isso, ele já entrega o algodão dele. Então a gente consegue casar as duas operações”, detalhou Dawid Wajs, representando a LDC. Essa sinergia facilita a vida do produtor rural, otimizando a logística.
A escolha por Mato Grosso não é ao acaso: o estado é responsável por impressionantes 72% da produção nacional de algodão, enquanto a Bahia contribui com aproximadamente 20%. A LDC também mantém um armazém em Luiz Eduardo Magalhães, na Bahia, solidificando sua presença nas principais regiões produtoras.
Os fardos de algodão, cada um com cerca de 200 kg — o equivalente a aproximadamente mil camisetas —, percorrem longas distâncias, transportados por carretas ou por trem até os portos do Sudeste. O Porto de Santos, em São Paulo, assume um papel crucial, respondendo pela exportação de cerca de 95% de toda a pluma brasileira.
Para aprimorar essa etapa final, a LDC expande um armazém em Cubatão, próximo ao Porto de Santos. Este local é vital para o processo de estufagem, que prepara os fardos para serem exportados em contêineres. Na avaliação de Dawid Wajs, esse investimento é fundamental para combater gargalos logísticos e garantir a fluidez da cadeia de exportação. “Esse investimento em Cubatão é nossa ‘joia da coroa’ porque facilita a exportação e conecta a origem ao destino final”, afirmou Wajs, destacando a importância estratégica da iniciativa.
Infraestrutura Estratégica Impulsiona o Campo
O moderno hub de Rondonópolis possui uma capacidade estática robusta, apto a armazenar até 21 mil toneladas de algodão a céu aberto. Complementarmente, o complexo conta com uma misturadora de fertilizantes de 100 mil toneladas de capacidade, que recebe os insumos por trem, agilizando a entrega ao produtor e fortalecendo a produtividade no campo.
O armazém Redex em Cubatão, por sua vez, está preparado para comportar um volume expressivo de até 125 milhões de camisetas, equivalente à capacidade de um navio de contêineres. Essa infraestrutura de ponta assegura que a LDC possa lidar com o crescente volume de exportação.
Dawid Wajs salientou que o Brasil produziu cerca de 20 milhões de fardos na última safra. Ele ressaltou a importância vital da infraestrutura de armazenagem para que os produtores possam “limpar” as fazendas, liberando espaço e recursos, e se preparar com tranquilidade para o próximo ciclo produtivo. “A gente está falando que passou quase um ano de que ele produziu esse algodão, que ele beneficiou esse algodão e ele continua na fazenda”, pontuou Wajs, ilustrando a pressão sobre os agricultores sem logística adequada.
Visão de Futuro e Aportes Contínuos
O CEO da LDC adiantou que a empresa realizará novos aportes substanciais nos próximos anos, reiterando a visão de longo prazo da companhia. “Não é uma aposta, é uma certeza num Brasil que cresce”, afirmou, expressando a solidez da estratégia.
Para 2026, a expectativa é de que a safra não apresente um crescimento significativo em função dos preços de mercado, mas Dawid Wajs sinalizou perspectivas mais favoráveis para 2027, indicando um horizonte de otimismo. “A gente acredita muito no Brasil. Grande parte dos nossos investimentos globais estão colocados no Brasil”, concluiu, reforçando o papel central do país na estratégia global da Louis Dreyfus Company.
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