IA E HUMANIDADE

Lila Ibrahim, do Google, critica foco excessivo em tecnologia de IA e defende inclusão humana

Lila Ibrahim, diretora global de operações do Google, em entrevista.
Lila Ibrahim, diretora global de operações do Google, em entrevista.

Diretora global de operações do Google alerta que discussões sobre inteligência artificial ignoram o impacto social e a necessidade de colaboração em sua criação e uso.

A inteligência artificial (IA) avança em ritmo acelerado, mas as discussões sobre seu desenvolvimento têm ignorado um componente crucial: o elemento humano. Em entrevista à CNN, Lila Ibrahim, diretora global de operações do Google, alertou nesta quinta-feira, 11/06/2026, que o foco excessivo em capacidades técnicas tem deixado de lado o impacto social das novas tecnologias e a necessidade de uma abordagem mais colaborativa.

Ibrahim explicou que as conversas sobre IA frequentemente se concentram em recursos e funcionalidades, sem aprofundar nas razões por trás de sua criação e nas formas como serão implementadas. "Muitas vezes estamos falando sobre o recurso e a capacidade sem falar sobre o porquê e o como", destacou a executiva, que possui décadas de experiência como engenheira e tecnologista.

A diretora enfatizou que a inovação em IA deve ocorrer em parceria com diversas comunidades. "É fundamental que o desenvolvimento da inteligência artificial aconteça em parceria com diferentes comunidades, de forma que a inovação seja desenvolvida com as pessoas e para as pessoas, e não sobre as pessoas", ressaltou.

O futuro incerto e o papel humano

Questionada sobre o futuro da IA, Lila Ibrahim admitiu a imprevisibilidade. "Não sabemos como será o futuro. Há muitas pessoas com muitos tipos diferentes de previsões, mas elas são realmente apenas previsões", declarou. Contudo, ela demonstrou otimismo quanto à capacidade da humanidade de moldar esse caminho de forma positiva, desde que o processo seja colaborativo. Para Ibrahim, o controle e o uso benéfico das ferramentas de IA dependem de "um conjunto e não apenas de uma empresa ou país", reforçando a importância da cooperação global.

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