FORAGIDO EXIBE-SE

Léo Índio, foragido e primo de Bolsonaro, reaparece em vídeo perto da fronteira com o Brasil

Foto de Léo Índio, primo dos filhos de Jair Bolsonaro, que está foragido da Justiça.
Léo Índio, primo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, é procurado pela Justiça.

Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, surgiu em vídeo nas redes sociais próximo à fronteira entre Argentina e Brasil. Ele é procurado pela Justiça brasileira desde abril de 2025 após denúncia aceita pelo STF.

Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, primo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e considerado foragido desde abril de 2025, ressurgiu em um vídeo divulgado nos últimos dias. Nas imagens, ele aparece em território argentino, nas Cataratas do Iguaçu, próximo à fronteira com o Brasil. A aparição ocorre em um momento em que Léo Índio é procurado pela Justiça brasileira, com um mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que deverá ser cumprido caso ele retorne ao país.

O vídeo mostra Léo Índio ao lado de seus pais, em Puerto Iguazú, lado argentino das Cataratas do Iguaçu. Seu pai, o ex-militar Cláudio Márcio, narra o local e expressa admiração pela paisagem: “Estamos aqui na Garganta do Diabo, Foz do Iguaçu. Do outro lado é Brasil e aqui é Argentina. Estamos aqui e isso aqui é uma maravilha de Deus. Olha que coisa maravilhosa. Deus é bom o tempo todo. E nós estamos curtindo aqui para honra e glória de Deus”, disse.

A Garganta do Diabo, ponto turístico icônico, concentra o maior volume de água das Cataratas do Iguaçu e situa-se na divisa entre Brasil e Argentina. Léo Índio encontra-se na Argentina desde março de 2025 e possui autorização de permanência concedida pelo governo de Javier Milei. Sua fuga para o país vizinho ocorreu após o avanço das investigações sobre sua suposta participação nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro de 2023.

Recentemente, Léo Índio apresentou uma petição à Organização dos Estados Americanos (OEA), alegando ser vítima de perseguição e de violações de suas prerrogativas por parte do ministro Alexandre de Moraes. O passaporte de Léo Índio foi apreendido pela Polícia Federal (PF) em outubro de 2023, durante uma operação. Ele foi formalmente denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por participação nos atos de vandalismo contra as sedes dos Três Poderes em Brasília, mas evadiu-se para a Argentina logo após o STF aceitar a denúncia.

Tornou-se réu por atos de 8 de Janeiro

Em 28 de fevereiro de 2025, a Primeira Turma do STF, em decisão unânime, aceitou a denúncia contra Léo Índio, tornando-o réu pela participação nos atos golpistas que culminaram na depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023. Adicionalmente, a mesma turma formou maioria para ratificar a decisão que o transformou em réu, negando o recurso de sua defesa. O plenário virtual da Corte Suprema ainda analisa a determinação de abertura de processo penal contra ele.

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