EXPLORAÇÃO ESPACIAL CHINESA

LandSpace prepara nova tentativa de pouso para o foguete Zhuque-3

Imagem ilustrativa do foguete Zhuque-3 da LandSpace antes do lançamento.
Foguete Zhuque-3 em preparação para missão de pouso controlado no Centro de Lançamento de Jiuquan.

Após um revés técnico no fim de 2025, a companhia chinesa busca validar a tecnologia de reutilização de propulsores em uma missão crucial.

A LandSpace intensifica seus esforços para consolidar a China na vanguarda da tecnologia aeroespacial com uma nova tentativa de pouso vertical do primeiro estágio do foguete Zhuque-3. A operação está agendada para a próxima segunda-feira (10), consolidando-se como um marco decisivo para a viabilidade econômica de futuras missões espaciais.

O veículo decolará do Centro de Lançamento de Jiuquan, no noroeste da China. O protocolo operacional prevê que, após a separação e o envio do segundo estágio à órbita, o propulsor retorne à Terra para um pouso controlado. O sucesso da manobra é vital para o projeto, que visa transformar o setor aeroespacial ao reduzir drasticamente os custos operacionais por meio da reutilização dos componentes.

Este procedimento é um desafio de alta complexidade técnica. A LandSpace busca superar o resultado obtido em dezembro de 2025, quando o primeiro estágio sofreu uma descompressão estrutural e explodiu durante a fase final de pouso. Em preparação para o evento, a equipe técnica concluiu um teste estático de ignição dos motores em 29 de junho, com desempenho certificado dentro dos parâmetros de segurança exigidos.

Tecnologia e ambição orbital

Com 66 metros de altura e fabricado em aço inoxidável, o Zhuque-3 utiliza uma mistura de metano e oxigênio líquido. Seu design reflete uma abordagem pragmática, similar ao conceito de operação do Falcon 9, desenvolvido pela SpaceX. Com capacidade para transportar até 18,3 toneladas para a órbita baixa da Terra, o foguete é a peça-chave da estratégia da empresa.

A missão do dia 10 representa o quarto esforço chinês para dominar a tecnologia de pouso de propulsores orbitais. O histórico recente do país inclui tentativas com o Zhuque-3 e o Longa Marcha 12A, que terminaram em explosões. Entretanto, o cenário mudou em julho deste ano, quando o Longa Marcha 10B obteve sucesso, elevando a China ao seleto grupo de nações capazes de recuperar propulsores orbitais.

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