CRISE NO REINO
Keir Starmer desafia crise e se recusa a renunciar ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido
Premiê rejeita pedidos de saída e enfrenta forte pressão do próprio partido e manifestações nas ruas de Londres.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, rejeitou publicamente, nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, os apelos para que deixasse o cargo, assegurando que não abandonará a liderança do país. A decisão de permanecer firme, expressa com a enfática declaração "Não vou desistir", surge em meio a uma severa crise política que fragiliza seu governo e gera incerteza sobre a estabilidade no Reino Unido.
Questionado sobre o fim de seu mandato, Starmer foi categórico em sua resposta: "Não". O líder enfatizou a necessidade de demonstrar capacidade de superação: "Precisamos mostrar que podemos reverter a situação", afirmou, evidenciando sua determinação em guiar o país através das turbulências atuais.
A crise de confiança que Starmer enfrenta é profunda, culminando em pedidos de renúncia até mesmo de membros de seu próprio partido. Em 12 de maio, quatro ministros chocaram o cenário político ao pedir demissão. Dias antes, uma carta assinada por quase 80 parlamentares já havia solicitado formalmente que o premiê deixasse o cargo, revelando a magnitude do descontentamento interno.
A tensão política extravasou para as ruas de Londres no sábado, 16 de maio de 2026, com a realização de duas grandes manifestações. O movimento "Una o Reino", liderado pelo ativista ultradireitista Tommy Robinson, reuniu milhares de pessoas na Praça do Parlamento. Vestindo bonés "Make England Great Again (Mega)" e empunhando bandeiras do Reino Unido, os manifestantes protestaram contra o que consideram um aumento da discriminação contra pessoas brancas no país.
Concomitantemente, outro ato significativo ocorreu em prol dos palestinos, em solidariedade àqueles deslocados pela guerra Árabe-Israelense de 1948, refletindo a polarização e a diversidade de preocupações que atravessam a sociedade britânica neste momento delicado.
Com informações da Reuters.
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