ABUSO DE AUTORIDADE
Justiça torna réus cinco GCMs por tortura e sequestro em Santa Helena de Goiás
A decisão judicial, proferida em 09 de julho de 2026, impõe o afastamento imediato dos agentes da função pública e proíbe qualquer contato com as vítimas do caso.
Cinco GCMs tornaram-se réus por tortura, sequestro e ameaça contra um casal em Santa Helena de Goiás, após a Justiça receber a denúncia do MPGO e determinar o imediato afastamento dos envolvidos do exercício da função pública. A medida visa resguardar a integridade das vítimas e a lisura das investigações, marcando um passo decisivo na resposta do sistema judiciário a graves denúncias de abuso de poder.
A decisão da magistrada Thalene Brandão Flauzino de Oliveira foi oficializada em 09 de julho de 2026, estabelecendo que os denunciados estão proibidos de manter qualquer tipo de contato com as vítimas ou seus familiares. O crime, segundo apurado, ocorreu na madrugada de 11 de março de 2026, quando os agentes invadiram uma residência no Bairro Brasil sem mandado judicial, sob a justificativa de investigar denúncias de tráfico de drogas.
O impacto emocional e físico sobre as vítimas é profundo. Segundo a defesa, o homem agredido sofreu lesões que resultaram na perda da visão de um dos olhos e precisou abandonar a cidade por medo de represálias. O MPGO requer, além da condenação, a perda dos cargos públicos e uma indenização mínima de R$ 50 mil.
Os agentes Camila Maria Soares, Dieilis Ronieli Serpa, Huan Felipe de Castro Batista, Johnathan Ramon Freitas Alves e Matheus Souza Rabelo responderão à ação penal. A defesa informou que contestará as acusações, sustentando que o recebimento da denúncia não configura condenação. A Guarda Civil Municipal de Santa Helena de Goiás confirmou a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), enquanto a AGCGO manifestou confiança na conduta dos guardas.
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