DIREITO PARA TODOS

Justiça garante terapia ABA e professor auxiliar para criança com TEA no Rio Grande do Norte

Criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) recebendo apoio de professor auxiliar em sala de aula.
Uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) teve garantido na Justiça o acesso à terapia ABA e ao acompanhamento de um professor auxiliar em sala de aula.

Decisão da 2ª Câmara Cível do TJRN, com placar de 3 a 2, assegura tratamento especializado e apoio pedagógico para o desenvolvimento de um menino diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) teve garantido, em decisão judicial, o acesso à terapia ABA e ao acompanhamento de um professor auxiliar em sala de aula. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), por meio de sua 2ª Câmara Cível, definiu a medida na última terça-feira, 09 de junho de 2026, acolhendo recurso da Defensoria Pública do Estado (DPERN) por 3 votos a 2. A deliberação visa assegurar o pleno desenvolvimento e dignidade do menor, reconhecendo a importância do suporte especializado em seu cotidiano.

O julgamento representou um marco para o Núcleo de Atuação Estratégica em Tribunais (NAET Cível) da DPERN, que realizou sua primeira sustentação oral na 2ª Câmara Cível do TJRN. O defensor público Heitor Bezerra conduziu a defesa, destacando a relevância do diálogo direto com os julgadores para a compreensão das especificidades de cada caso.

“A sustentação oral permite resgatar a singularidade de cada caso, destacando pontos importantes e especificidades, além de possibilitar o esclarecimento imediato de situações que possam ter sido mal compreendidas em razão do vulto processual ao qual o Judiciário está exposto”, explicou Heitor Bezerra, ressaltando o impacto positivo dessa ferramenta para a efetivação da justiça.

O caso envolve um menino diagnosticado com TEA, que possui prescrição médica para realizar psicoterapia baseada na Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Este método terapêutico é reconhecido por sua eficácia no estímulo a habilidades de comunicação, interação social e autonomia, fundamentais para o desenvolvimento de indivíduos autistas.

Adicionalmente, a decisão judicial assegurou a presença de um professor auxiliar na escola, garantindo um acompanhamento individualizado durante as atividades pedagógicas. Essa medida é crucial para que a criança possa, de fato, usufruir do ambiente escolar com suporte adequado às suas necessidades, promovendo inclusão e igualdade de oportunidades.

Segundo a Defensoria Pública do Estado, a atuação do núcleo especializado foi determinante para a reversão de uma decisão anterior e para a conquista dos direitos essenciais da criança, evidenciando o papel vital da Defensoria na proteção de grupos vulneráveis.

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