JUSTIÇA DOS EUA
Justiça dos EUA condena Daniel Sikkema por assassinato do ex-marido Brent Sikkema
Júri federal considerou Daniel Sikkema culpado por contratar um assassino de aluguel para matar o galerista Brent Sikkema no Rio de Janeiro. Sentença deve ser anunciada na próxima semana.
A Justiça dos Estados Unidos condenou Daniel Sikkema por contratar um assassino de aluguel para matar o ex-marido, o galerista Brent Sikkema. O crime ocorreu em janeiro de 2024 no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro.
A decisão foi divulgada nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, pelo Escritório de Procuradores dos Estados Unidos em Manhattan, conforme noticiado pelo The Wall Street Journal. O júri federal de Manhattan considerou Daniel Sikkema culpado em três acusações relacionadas à conspiração para contratar e pagar pelo assassinato.
A promotoria solicitou prisão perpétua, e a sentença final deve ser anunciada na próxima semana. De acordo com o procurador federal Jay Clayton, Daniel utilizou um telefone descartável para ordenar friamente a execução do ex-companheiro. "A tragédia da morte de Brent Sikkema agora tem um desfecho significativo, já que um júri unânime de nova-iorquinos responsabilizou Daniel pelo assassinato insensato e a sangue frio", declarou o procurador.
Crime executado no Brasil
Segundo a promotoria norte-americana, Daniel contratou o cubano Alejandro Triana Prevez para executar o crime no Brasil. As investigações apontam que o galerista foi morto a facadas dentro do apartamento onde passava férias, no Rio de Janeiro.
Brent Sikkema, de 75 anos, era um importante marchand de Nova York e fundador da Sikkema Jenkins & Co., galeria conhecida por representar artistas de renome como Vik Muniz e Kara Walker. De acordo com a Delegacia de Homicídios do Rio, Daniel teria oferecido cerca de US$ 200 mil para que Alejandro cometesse o assassinato. A acusação sustenta que o executor viajou ao Brasil especificamente para cumprir o plano.
As investigações apontam ainda que Alejandro ingressou no imóvel utilizando chaves fornecidas por Daniel. Quinze dias após o crime, Alejandro confessou a autoria, afirmando ter recebido US$ 9 mil pelo homicídio. A defesa de Daniel, no entanto, argumentou durante o julgamento que os valores se referiam a pagamentos atrasados por serviços prestados.
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