CRIME E CASTIGO

Justiça do Ceará condena mulher e amante a 40 anos por tentativa de homicídio do marido

Mulher e amante são condenados pela Justiça do Ceará por tentarem matar o marido dela
Mulher e amante são condenados pela Justiça do Ceará por tentarem matar o marido dela.

A Justiça do Ceará determinou sentenças que totalizam quase 40 anos de prisão para uma mulher e seu amante, acusados de planejar e executar a tentativa de assassinato do marido dela, motivada por interesses financeiros.

A Justiça do Ceará proferiu sentença condenatória contra uma mulher e seu amante, estabelecendo penas que somam 40 anos de prisão. A decisão, tomada na última segunda-feira, 15 de julho de 2026, refere-se ao planejado crime de tentativa de homicídio contra o marido da acusada, motivado pelo desejo de obter os bens da vítima. O caso ocorreu em Guaraciaba do Norte, no interior do estado. Maria Gomes Ribeiro, conhecida como "Dôra", de 62 anos, recebeu pena de 19 anos, 10 meses e cinco dias de reclusão. Eduardo Queiroz de Carvalho, de 28 anos, foi sentenciado a 20 anos, 11 meses e três dias de prisão. Ambos foram condenados por tentativa de homicídio qualificado, com os agravantes de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Carvalho responderá também pelo furto da motocicleta pertencente ao marido de "Dôra". O plano, conforme apurado pelo Ministério Público, foi executado na noite de 10 de outubro de 2024. "Dôra" levou Eduardo até sua residência e solicitou ao marido que lhe concedesse carona, sob o pretexto de que o jovem seria filho de uma conhecida. Os três embarcaram na motocicleta, conduzida pela vítima. No trajeto, nas proximidades do Distrito de Sussuanha, Eduardo atacou o homem com uma facada na nuca, o que resultou na queda do veículo. Mesmo após a queda, Eduardo continuou a agredir a vítima com golpes de faca na presença de "Dôra". A agressão cessou apenas com a aproximação de outro veículo, momento em que Eduardo fugiu, levando a motocicleta. O marido, socorrido por populares, sobreviveu ao ataque. Inicialmente, "Dôra" tentou eximir-se da responsabilidade, alegando à polícia que o casal havia sido vítima de um ataque por desconhecidos. Contudo, ao conversar com a vítima no hospital, policiais descobriram a verdade: o agressor fora levado pela própria esposa do homem. A investigação posterior revelou o relacionamento extraconjugal e o plano dos amantes de assassinar o marido para se apropriar de seus bens. "Dôra" era casada com a vítima há mais de 30 anos. "Observe-se que o crime foi tão arquitetado pelos réus, de forma que a vítima, agindo de boa-fé, foi convencida pela ré, ainda deu carona aos agressores para levá-los até outro distrito, sem imaginar que sua esposa mantinha um relacionamento com outra pessoa e, muito menos, que planejava sua morte. Tudo isso motivado por bens materiais", consta em trecho da decisão judicial.

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