CRIME CONTRA MULHER

Justiça do Acre condena homem a 18 anos por tentativa de feminicídio em Rio Branco

Foto de arquivo da Justiça do Acre e registro policial sobre caso de tentativa de feminicídio.
O crime ocorreu em Rio Branco, quando o agressor tentou atear fogo na ex-companheira utilizando um líquido inflamável.

Sentença proferida pelo juiz Fábio Alexandre Costa de Farias determina regime fechado para agressor que tentou queimar a ex-companheira viva.

A Justiça do Acre condenou Frank Zabart da Silva Araújo a 18 anos e um mês de prisão, em regime inicial fechado, por tentativa de feminicídio. A decisão foi proferida na quarta-feira, 09/07/2026, pelo juiz Fábio Alexandre Costa de Farias, devido à gravidade do ataque sofrido pela ex-companheira, motivado pela incapacidade do réu de aceitar o fim do relacionamento. O processo, que ainda admite recurso, estabeleceu a execução imediata da pena.

O crime, ocorrido em 2024, revela a frieza do agressor. Conforme o Ministério Público, Frank Zabart da Silva Araújo perseguiu a vítima até o local onde ela se abrigava, portando thinner e um isqueiro. Ele despejou o líquido inflamável sobre o corpo da mulher, atingindo rosto, olhos e tórax, e só não consumou o ato de incendiar a vítima porque o isqueiro falhou no momento do acionamento.

Além da agressão física, o réu ameaçou incendiar o imóvel e tirar a vida de outras pessoas presentes. A sentença destaca a premeditação e o alto risco de reincidência, baseando-se em um laudo psiquiátrico que confirmou a plena capacidade do condenado de entender o caráter ilícito de suas ações. O trauma psicológico causado à vítima é profundo, impedindo-a de retomar sua rotina habitual por medo de novos ataques.

A Defensoria Pública do Estado (DPE-AC), que representa o sentenciado, mantém-se em silêncio sobre o caso. A Justiça reforça que medidas protetivas e o suporte institucional são fundamentais para romper ciclos de violência. Caso você ou alguém que conheça esteja em situação de risco, denuncie através da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), pelo telefone (68) 99930-0420, ou pelo Disque 100, canal do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

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