JUSTIÇA AGE RÁPIDO
Justiça determina apreensão de adolescentes por estupro coletivo no Rio
Crime em Campo Grande envolveu gravação e venda do vídeo por R$ 5; seis suspeitos já foram internados provisoriamente.
Em uma decisão crucial para a busca por justiça e proteção, a Justiça determinou, nesta sábado, 16 de maio de 2026, a apreensão e internação provisória de oito adolescentes. Eles são investigados por participação em um estupro coletivo contra uma menina de 12 anos em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, além da chocante gravação e comercialização do vídeo do crime por apenas R$ 5. Esta medida inicial visa responsabilizar os envolvidos e assegurar que a vítima receba o amparo necessário, marcando um passo fundamental no combate à violência e na defesa da dignidade.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro, através da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande, lidera as investigações. Segundo a delegada Fernanda Caterine, à frente do caso, os registros da violência não foram os únicos feitos; os envolvidos também filmaram comemorações logo após o abuso, demonstrando uma frieza estarrecedora diante do sofrimento alheio.
A investigação policial detalha que a adolescente foi atraída até a casa de um jovem com quem mantinha um relacionamento. No local, uma emboscada a esperava: outros sete adolescentes já aguardavam a chegada da vítima. As evidências apontam para uma ação premeditada e brutal. A jovem foi cercada, agredida e violentada de forma hedionda pelo grupo, enquanto o ato de barbárie era meticulosamente filmado.
Após a violência, a menina retornou para casa, carregando o fardo do medo e da vergonha, sem conseguir relatar o ocorrido à família. Sua dignidade foi brutalmente atacada, e o silêncio se tornou um refúgio doloroso. A verdade, no entanto, veio à tona semanas depois, de maneira avassaladora, quando as imagens do crime começaram a circular em redes sociais, chegando até a mãe da vítima. Este segundo impacto, a exposição pública do sofrimento, embora dilacerante, foi o que permitiu o início da busca por justiça.
Desde então, a adolescente tem recebido todo o apoio essencial. Já prestou depoimento detalhado, passou por exame de corpo de delito, e hoje conta com acompanhamento médico e psicológico especializado, além do valioso suporte do Conselho Tutelar. Este cuidado integral é crucial para sua recuperação e para a reconstrução de sua vida após o trauma.
Até o momento, seis dos oito adolescentes investigados, com idades entre 12 e 16 anos, foram apreendidos e encaminhados para internação provisória, conforme a determinação judicial. Os outros dois suspeitos permanecem foragidos e estão sendo ativamente procurados pela Polícia. A Justiça também autorizou buscas e apreensões de celulares e computadores utilizados pelos jovens, materiais que serão submetidos a perícia forense para aprofundar as investigações e fortalecer as provas.
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