VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Justiça decreta prisão de suspeito por tortura em Itapetininga

Vídeo mostra momento em que homem é preso suspeito de torturar namorada em Itapetininga
Vídeo mostra momento em que homem é preso suspeito de torturar namorada em Itapetininga

Guilherme Henrique Amaral Andriolo foi detido em 22 de abril e teve prisão preventiva decretada em 23 de abril. Vítima, com deformações permanentes, recupera-se em casa e aguarda remoção de tatuagens forçadas.

A Justiça de São Paulo decretou, em 23 de abril, a prisão preventiva de Guilherme Henrique Amaral Andriolo, de 32 anos, suspeito de torturar brutalmente a companheira em Itapetininga. A detenção do homem pela Polícia Civil ocorreu no dia anterior, 22 de abril, marcando um passo crucial para a garantia de justiça e dignidade da vítima, enquanto o caso de violência doméstica e estupro não convencional segue sob intensa investigação. Imagens exclusivas, obtidas pela TV TEM, registraram o momento em que policiais invadiram a residência de Guilherme e o localizaram deitado em seu quarto. A prisão do agressor ocorreu após o resgate da mulher, encontrada por seu irmão em uma calçada no dia 22 de abril. A vítima estava suja e gravemente ferida, um reflexo das horas de terror que enfrentou. O relato do caso detalha um cenário de horror: a mulher foi agredida enquanto dormia, amarrada e impedida de qualquer tipo de defesa. Segundo o advogado responsável, o agressor utilizou um bisturi para cortar o corpo da vítima e, após enforcá-la com uma gravata até a inconsciência, introduziu um gancho na região anal, causando ferimentos dilacerantes. Este ataque premeditado resultou em nariz, costelas, braço e pulso quebrados, além de um piercing arrancado com um alicate, deformações que demandaram duas internações clínicas e deixaram marcas permanentes. Guilherme Henrique Amaral Andriolo, empresário e proprietário de uma farmácia em Itapetininga, já possuía histórico de ameaças e agressões contra a companheira, com registros de boletins de ocorrência que foram posteriormente retirados. O relacionamento "conturbado" entre os dois durou 11 anos, com uma separação de um ano e meio que, segundo a família da vítima, despertou ciúmes no agressor após a mulher conhecer outra pessoa. Eles reataram em janeiro deste ano, período em que as queixas foram retiradas e uma medida protetiva revogada. Durante a tortura, a mulher foi marcada à força com tatuagens. As letras "GIO" e a data "outubro de 2022" foram gravadas em suas coxas. Inicialmente a Polícia Civil não atribuiu significado, mas o advogado do caso esclarece que "GIO" remeteria às iniciais do homem com quem a vítima se relacionou durante a separação, e a data marcaria o término do relacionamento com Guilherme, evidenciando o ciúme como possível motivação. Após a audiência de custódia em 23 de abril, a Justiça decretou a prisão preventiva de Guilherme, que foi transferido para a Penitenciária II, em Sorocaba (SP), onde permanece detido até a publicação desta notícia, em 30/04/2026. A investigação segue em curso, com o delegado Franco Augusto Costa Ferreira classificando o caso como estupro não convencional e violência doméstica, em virtude das especificidades das agressões. Atualmente, a vítima se recupera em casa, lidando com dores intensas e inchaços, especialmente na região da boca e face. Ela aguarda a cicatrização completa dos ferimentos para iniciar o processo de remoção das tatuagens, um serviço já oferecido por diversos profissionais solidários à sua situação. A coragem da jovem e o apoio de sua família são essenciais nesta jornada de cura e busca por justiça. A defesa de Guilherme, por sua vez, informou que aguarda a conclusão do inquérito policial para se manifestar amplamente sobre o caso.

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