DECISÃO JUDICIAL RELEVANTE

Justiça de São Paulo revoga uso de tornozeleira eletrônica de Karen de Moura Tanaka, investigada por lavagem de dinheiro para o PCC

Karen de Moura Tanaka, conhecida como 'Japa', teve monitoramento eletrônico revogado pela Justiça de São Paulo.
Defesa de Karen de Moura Tanaka pediu retirada de monitoramento eletrônico — Foto: Reprodução e Rede Amazônica

A juíza Paula Regina Schempf Cattan entendeu que a manutenção das medidas cautelares por tempo indefinido configurava uma punição antecipada desproporcional.

A Justiça de São Paulo revogou as medidas cautelares que impunham o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento noturno a Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como 'Japa'. A decisão judicial, que visa garantir a razoabilidade durante o curso das investigações, foi motivada pela ausência de oferecimento de denúncia pelo Ministério Público e pela observância da investigada às regras impostas anteriormente.

Karen é alvo de apurações por suspeita de realizar lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Com a nova determinação, a investigada fica proibida de deixar o estado de São Paulo sem autorização judicial e deve manter o comparecimento mensal em juízo para justificar suas atividades. A permanência do monitoramento eletrônico foi considerada desproporcional pela magistrada, que classificou a medida como uma possível pena antecipada.

A decisão foi proferida pela juíza Paula Regina Schempf Cattan, da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores. Em sua fundamentação, a magistrada destacou que a privação da vida social e familiar de Karen não se justificava enquanto se aguardava a conclusão de diligências pendentes há longo período. Além da remoção do dispositivo eletrônico, a Justiça solicitou à Polícia Civil que preste informações sobre o andamento das investigações, incluindo a perícia em dispositivos móveis, no prazo de 30 dias.

A defesa de Karen, que solicitou a retirada do monitoramento sob o argumento de ser um instrumento de tortura psicológica, já confirmou que o passaporte da investigada encontra-se sob custódia da Polícia Civil. Desde a deflagração da Operação Verão em fevereiro de 2024, quando foi detida com valores expressivos em espécie, Karen cumpria medidas restritivas após ter sua prisão preventiva convertida em domiciliar e, posteriormente, em cautelares diversas.

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