CRIME SEM FRONTEIRAS

Justiça de Portugal condena dois brasileiros por série de assaltos a bancos

Ilustração temática sobre investigação criminal e documentos
Arte gráfica de homem pardo em meio à cenário com digitais e documentos - Metrópoles

Akelson Rodrigues de Jesus e Jhones dos Santos receberam penas que somam 32 anos e meio de prisão por ataques marcados por violência e uso de sequestros.

Dois brasileiros foram condenados pelo Tribunal de Évora, em 28 de abril de 2026, por uma série de assaltos a agências bancárias em território português. A decisão judicial, que definiu penas somadas de 32 anos e meio de reclusão, baseou-se no histórico de violência, sequestro de vítimas e estratégias de lavagem de dinheiro utilizadas pelos réus, nesta sexta-feira, 10/07/2026.

Akelson Rodrigues de Jesus, de 44 anos, recebeu uma sentença de 20 anos e meio de prisão, enquanto Jhones dos Santos, de 43, foi condenado a 12 anos. Os ataques, executados com disfarces e táticas de intimidação, resultaram em um prejuízo estimado de 548 mil euros, aproximadamente R$ 3,22 milhões conforme a cotação de 09/07/2026.

Profissionais do crime

Durante a leitura do acórdão, o presidente do coletivo de juízes do Tribunal de Évora classificou a dupla como "profissionais do crime". A decisão não trata de delitos isolados, mas de uma sequência de 25 crimes acumulados no processo, incluindo 21 atribuídos a Akelson, que responde por roubos, sequestros, falsificações e branqueamento de capitais.

O caso expõe a vulnerabilidade de instituições financeiras diante de grupos organizados que, mesmo com histórico criminal prévio, conseguem transitar entre fronteiras. A Justiça portuguesa destacou que o dinheiro obtido nos assaltos passou por processos de branqueamento, uma tentativa de conferir aparência lícita aos valores subtraídos.

Histórico de movimentações

A trajetória de Akelson, natural de Tailândia, no Pará, revela um longo histórico de conflitos com a lei em diferentes países e no Brasil. Documentos apontam que ele já havia cumprido penas em diversas cidades portuguesas, como Loulé e Cascais, antes de ser transferido ao Brasil em 2022. Contudo, ele retornou à Europa, onde participou dos crimes ocorridos entre julho de 2023 e setembro de 2024.

Investigações da Polícia Federal também apontaram que, em 2015, Akelson teria utilizado documentos falsos em nome de Marcos Vinícius Evangelista de Almeida para obter passaporte e deixar o país rumo à Holanda. As defesas dos dois réus foram procuradas, mas não se manifestaram até a publicação desta reportagem.

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