BUSCA POR RESPOSTAS

Família busca brasileiro desaparecido na França há 25 dias

Foto de arquivo de Bruno Fernando Rego, brasileiro desaparecido na França
Bruno Fernando Rego, motorista de Capivari, SP, está desaparecido na França — Foto: Arquivo pessoal

Bruno Fernando Rego viajou para custear o tratamento de saúde da filha. Polícia francesa enfrenta críticas pela demora nas buscas e burocracia.

O motorista de aplicativo Bruno Fernando Rego, natural de Capivari, SP, está desaparecido na França, deixando familiares em busca de respostas sobre seu paradeiro. O caso, que gera angústia entre os parentes, foi notificado após o brasileiro interromper o contato diário que mantinha com um amigo no domingo, 5 de julho, sendo o alerta formalizado na segunda-feira (6).

A motivação de Bruno ao se mudar para o exterior era o sustento do tratamento de saúde de sua filha, de 4 anos, que reside no Brasil e necessita de cuidados constantes devido a sequelas neurológicas. A valorização da moeda estrangeira permitia que o trabalhador enviasse recursos vitais para a continuidade do acompanhamento médico da criança.

De acordo com Beatriz Rego, irmã do motorista, o sumiço é um evento atípico, uma vez que Bruno mantinha uma rotina de trabalho intensa, mas constante, utilizando residências temporárias nos arredores de Paris. O desaparecimento é cercado de mistérios, já que seus documentos pessoais, como passaporte e demais pertences, permaneceram no local onde ele estava alojado, indicando que ele teria saído sem levar seus itens essenciais.

O impasse se aprofunda diante da burocracia internacional. A família relata dificuldades em obter colaboração das autoridades francesas, que teriam alegado o chamado 'direito de desaparecer' para não iniciar buscas imediatas. Beatriz, que reside em Portugal, registrou um boletim de ocorrência no país luso para tentar impulsionar a investigação na França, mas aponta falta de retorno sobre a localização do carro alugado por Bruno, cujo rastreador poderia fornecer pistas cruciais.

O Ministério das Relações Exteriores informou que tem ciência do caso e presta assistência consular à família por meio da Embaixada do Brasil na França. Contudo, o Itamaraty ressaltou que mantém sigilo sobre detalhes específicos da assistência prestada a cidadãos brasileiros.

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