JUSTIÇA E VIOLÊNCIA

Júri de PMs acusados pela morte de Igor Oliveira de Moraes Santos entra em fase de debates

Edifício do tribunal durante o julgamento de agentes envolvidos no caso Paraisópolis.
Fachada do tribunal onde ocorre o júri popular dos policiais militares em São Paulo.

Após três dias de julgamento em São Paulo, acusação e defesa apresentam argumentos finais; réus respondem pela morte de jovem rendido em Paraisópolis.

O julgamento dos policiais militares Renato Torquatto e Robson Noguchi alcançou a fase de debates, etapa decisiva para o veredito sobre a morte do jovem Igor Oliveira de Moraes Santos. O procedimento, realizado na capital paulista, avançou para as alegações finais nesta quinta-feira (30), após dois dias de oitivas com testemunhas e interrogatórios dos acusados.

Os fatos que levaram ao banco dos réus Renato Torquatto, Robson Noguchi, Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus ocorreram em 10 de julho de 2025, na comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. De acordo com a denúncia, os agentes abordaram a vítima dentro de uma residência e, mesmo após a rendição do jovem, efetuaram disparos letais. Laudos periciais apontaram que Igor Oliveira de Moraes Santos não estava armado no momento do confronto.

A tragédia, que deixou marcas profundas na família e na comunidade de Paraisópolis, é tratada pela acusação como um excesso injustificável. Representantes da família, Jonatha Carvalho Matos e Gabriela Amoras Silva reforçam que o objetivo central da busca por justiça é a responsabilização individual pelo uso desproporcional da força, separando a conduta dos acusados da imagem institucional da Polícia Militar.

A defesa, por outro lado, sustenta a tese de legítima defesa. Advogados dos réus alegam que a ação foi motivada por uma suposta menção de saque de arma e questionam a interpretação das imagens captadas pelas câmeras corporais, argumentando que os dispositivos não teriam registrado a totalidade da dinâmica do confronto.

O julgamento, que teve início na terça-feira (28), prossegue com os debates da promotoria e dos advogados de defesa. Caso haja réplica por parte do Ministério Público, a sessão poderá se estender até o período noturno.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário