RUMO À PRESIDÊNCIA
JNE confirma 2º turno entre Fujimori e Sánchez no Peru
Keiko Fujimori (17,1%) e Roberto Sánchez (12%) disputarão o poder; instabilidade política marca o país.
O Júri Nacional de Eleições (JNE) confirmou que Keiko Fujimori e Roberto Sánchez disputarão o segundo turno das eleições presidenciais do Peru, após a conclusão da apuração oficial do pleito realizado em 12 de abril. A decisão, anunciada pelo presidente do JNE, Roberto Burneo, valida os resultados que colocaram Fujimori com 17,1% dos votos e Sánchez com 12%, garantindo-lhes as duas maiores maiorias relativas para avançar na corrida pelo poder. Este desfecho é crucial para o Peru, um país mergulhado em profunda instabilidade política e social, enfrentando a incessante sucessão de presidentes e o avanço do crime organizado, tornando esta eleição um divisor de águas para a dignidade e futuro de sua população.
A corrida eleitoral foi acirrada, com o ultraconservador Rafael López Aliaga terminando em terceiro lugar com 11,9%, ficando atrás de Roberto Sánchez por uma margem estreita de apenas 21.209 votos. O cenário reflete a fragmentação política e a busca por liderança em um país que, desde 2016, testemunhou oito presidentes, muitos destituídos ou renunciantes em meio a escândalos de corrupção. A grave crise de segurança, alimentada pelo crime organizado, adiciona uma camada de urgência à escolha do próximo líder.
O primeiro turno, marcado por atrasos na distribuição de material eleitoral em Lima, exigiu a reabertura de alguns locais de votação no dia seguinte. Apesar de a missão de observação eleitoral da União Europeia ter apontado "falhas graves", não encontrou "nenhuma prova objetiva" de fraude, legitimando, assim, o processo eleitoral apesar dos percalços.
A campanha para o segundo turno promete ser intensamente polarizada, remetendo ao confronto de 2021 entre Keiko Fujimori e o então presidente de esquerda Pedro Castillo, cujo mandato se estendeu de julho de 2021 a dezembro de 2022. Para Keiko Fujimori, de 50 anos, esta é a sua quarta tentativa de alcançar a presidência, um objetivo que sua família persegue com persistência na política peruana.
Roberto Sánchez, de 57 anos, vive sua primeira candidatura presidencial em um momento desafiador, pois enfrenta problemas judiciais significativos. O Ministério Público solicitou cinco anos e quatro meses de prisão contra ele, sob acusação de ter fornecido informações falsas às autoridades eleitorais. Tal situação acrescenta tensão e incerteza à sua participação no pleito.
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