ESTRATÉGIA MILITAR LATINA
EUA pressionam México por autorização de ataques militares em seu território
O Pentágono busca ampliar sua rede de operações na América Latina, mirando o governo de Claudia Sheinbaum após garantir cooperação de outros países.
O governo dos Estados Unidos estabeleceu como prioridade política na América Latina a conquista de uma autorização oficial do México para a realização de ataques militares em território mexicano. A articulação estratégica, revelada por Jana Nelson, ex-subsecretária de Defesa para a América Latina, visa expandir as operações do Pentágono na região.
Conforme detalhado pela especialista ao programa WW, a ofensiva diplomática já obteve resultados significativos em outras nações, como Equador, Colômbia, Jamaica, Guatemala e Honduras, que já permitem a atuação das forças americanas em seus domínios. A pressão sobre o México é tratada nos bastidores como o principal objetivo a ser alcançado.
Riscos e histórico de falhas
O modelo operacional aventado envolve principalmente o uso de drones para ataques pontuais contra alvos identificados. Contudo, Jana Nelson alerta para o histórico recente de erros da administração americana. Ela mencionou o caso crítico de pescadores no Equador que foram atingidos por engano, um episódio que, segundo o Washington Post, demorou seis meses para ter sua autoria assumida pela inteligência dos EUA, resultando na morte de pessoas inocentes.
Coalizão e resistência regional
O analista de Internacional da CNN, Lourival Sant'Anna, pontua que a coalizão de 19 países formada pelos Estados Unidos para o combate ao narcotráfico nas Américas apresenta resistências claras. Enquanto nações como o México, sob a liderança de Claudia Sheinbaum, rejeitam a intervenção, outros países, como a Colômbia, alteraram sua postura após a transição de governo sob Gustavo Petro, passando a aceitar a cooperação militar.
A preocupação aumenta diante de ataques em águas internacionais contra embarcações venezuelanas, colombianas e equatorianas, realizados sem o consentimento dos Estados soberanos, totalizando cerca de 200 mortes. Especialistas apontam que essa ambivalência nas declarações e a condução de operações sem coordenação geram incertezas sobre o futuro da segurança na região.
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