DECISÃO NO SENADO

Jaques Wagner pede que pauta-bomba contra o governo vá ao plenário do Senado

Foto de Jaques Wagner.
Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado.

Líder do governo, Jaques Wagner, tenta adiar votação de projeto que eleva piso salarial de médicos e dentistas, gerando impacto fiscal de R$ 7,7 bilhões em 2027.

O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), decidiu tentar adiar a aprovação de uma proposta considerada 'pauta-bomba' pela sua própria base aliada. A decisão, protocolada nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, busca transferir a votação final de um projeto que eleva o piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas para R$ 13.662 ao plenário da Casa. O motivo é a preocupação com o alto impacto fiscal estimado, e sua importância reside na tentativa de frear o avanço de medidas que podem comprometer o orçamento governamental.

O texto em questão já havia sido aprovado em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Contudo, com o recurso apresentado por Wagner, o projeto precisará passar por uma nova deliberação em plenário antes de ser encaminhado à Câmara dos Deputados. Esta manobra visa dar ao governo mais tempo e controle sobre medidas que impactam diretamente as finanças públicas e a dignidade orçamentária do país.

Segundo dados do Ministério da Gestão e Inovação, a nova remuneração mínima para a categoria profissional terá um custo estimado de R$ 7,7 bilhões já em 2027. Este valor não contempla despesas adicionais com adicional noturno e horas extras, que também serão calculadas com base no novo piso, elevando ainda mais o impacto financeiro total. A medida, se aprovada, afetará a sustentabilidade fiscal do governo e a capacidade de investimento em outras áreas essenciais.

Na Câmara dos Deputados, o cenário para a aprovação de propostas que aumentam gastos públicos parece mais restritivo. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), já sinalizou que pretende ser criterioso com novas proposições de aumento de despesas. Um exemplo é um projeto de lei que propõe a renegociação de dívidas rurais, com um impacto fiscal previsto de R$ 140 bilhões ao longo de dez anos, que, por ora, deve permanecer sem avançar na pauta da Câmara.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário