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Jaques Wagner avalia permanência no governo após ser alvo da Compliance Zero

Senador Jaques Wagner em evento político.
O líder do Governo no Senado, Jaques Wagner.

Senador se reuniu com Rui Costa e o governador Jerônimo Rodrigues em Salvador para discutir cenários políticos. Encontro com Lula é aguardado para definir próximos passos.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) reuniu-se em Salvador, nesta segunda-feira, 22/06/2026, com aliados políticos para avaliar seu futuro após ser alvo da 9ª fase da operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master. A decisão sobre sua permanência como líder do Governo no Senado e o impacto das apurações foram os pontos centrais da discussão com o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e o governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Wagner busca aconselhamento para lidar com a pressão que resulta da operação deflagrada na sexta-feira (18.jun.2026). A avaliação entre os aliados é que ambas as escolhas – permanecer na liderança ou se afastar – trazem consequências. Ficar expõe o senador a questionamentos constantes, enquanto sair pode ser interpretado como uma admissão de culpa, afetando sua reputação e a confiança pública.

O congressista demonstra confiança nas declarações que concedeu à BandNews na última sexta-feira (18.jun.2026), nas quais negou qualquer vínculo comercial direto com o Banco Master ou com a empresa Credcesta, de cartão de crédito consignado. Contudo, ele admitiu ter negociado a compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões, ainda em construção no bairro Horto Florestal, em Salvador (BA), com um ex-sócio do Master, Augusto Lima, sugerindo uma dinâmica de compra e recompra. A posição do senador segue sob escrutínio enquanto ele permanece na Bahia, sem previsão de retorno a Brasília.

As bancadas do PT na Câmara dos Deputados e no Senado buscam ativamente neutralizar os pedidos de afastamento de Wagner da liderança governamental. Os parlamentares defendem a presunção de inocência e a autonomia da Polícia Federal, expressando apoio à instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso Master.

Em nota oficial, a assessoria de Jaques Wagner esclareceu que o apartamento em questão nunca fez parte de seu patrimônio e que o senador não atuou em favor do Banco Master ou de qualquer outra instituição financeira. Quanto aos valores em espécie apreendidos, a nota informa que são provenientes de diárias legais, devidamente declaradas e não utilizadas em missões oficiais. O senador reitera sua total disposição para prestar quaisquer esclarecimentos às autoridades, confiante de que a verdade prevalecerá.

Compliance Zero: Um Panorama das Fases da Operação

As apurações sobre as fraudes no Banco Master integram a operação Compliance Zero, autorizada pela Justiça Federal de Brasília em novembro de 2025. A investigação já passou por nove fases, com desdobramentos que incluem prisões, bloqueios de valores e medidas cautelares contra diversas personalidades.

A decisão judicial sobre a 9ª fase proíbe o senador Jaques Wagner de atuar em empresas ligadas ao caso Master e de contatar investigados, salvo em situações familiares. A situação política de Wagner e seu futuro no Senado seguem sob análise, com um encontro com o presidente Lula previsto para esta semana.

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