FUTURO DA PRIMEIRA-DAMA

Janja descarta candidatura e planeja vida privada após ciclo de Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja da Silva em evento oficial.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja da Silva durante chegada à cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França | Ricardo Stuckert / PR - 15.jun.2026

Rosângela da Silva nega pretensões eleitorais e enfatiza o desejo de retomar a rotina pessoal ao lado do Presidente após o término da atual trajetória política.

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, descartou qualquer possibilidade de lançar uma candidatura própria em pleitos futuros. A decisão de não disputar cargos eletivos foi manifestada publicamente em 14 de julho de 2026, com o objetivo de encerrar especulações sobre uma possível sucessão ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração ocorreu durante entrevista concedida aos jornalistas Daniela Lima e Fernando Canzian, no programa Frente a Frente, uma parceria entre UOL e Folha de S.Paulo. Ao tratar de sua trajetória, a primeira-dama enfatizou que a prioridade de seu núcleo familiar é a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. Após o encerramento deste novo ciclo, ela manifestou o desejo de retomar a dignidade de uma vida reservada, buscando vivenciar a normalidade de um relacionamento conjugal que, segundo ela, ainda não pôde ser desfrutado plenamente devido às demandas do Palácio do Planalto.

No campo da ATUAÇÃO POLÍTICA, Rosângela da Silva rebateu críticas sobre o alcance de suas funções no governo. Defendendo seu trabalho diário com pautas voltadas à segurança alimentar e ao combate ao feminicídio, ela sublinhou que sua presença institucional tem caráter propositivo. A primeira-dama aproveitou o espaço para cobrar avanços na Câmara em relação ao projeto de lei de combate à misoginia, cuja votação é aguardada para 15 de julho de 2026.

Sobre o futuro do Partido dos Trabalhadores, a primeira-dama reiterou que cabe à legenda construir novos quadros de liderança. Ela negou que Luiz Inácio Lula da Silva tenha arquitetado um projeto de poder pessoal, atribuindo o protagonismo do Presidente à sua trajetória histórica de representatividade no Brasil e no exterior.

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