SEGURANÇA NAS ELEIÇÕES

Segurança de presidenciáveis impacta calendário de convenções

Viaturas e agentes da Polícia Federal preparados para a segurança eleitoral.
A Polícia Federal iniciou o esquema de segurança para os pré-candidatos presidenciais.

Polícia Federal reforça proteção a candidatos com investimento de R$ 95 milhões, enquanto ameaças alteram cronogramas partidários pelo país.

A preocupação com a integridade física dos pré-candidatos à Presidência da República alterou a logística das convenções partidárias para o pleito de 2026. A medida, iniciada nesta segunda-feira (20), ocorre conforme a Polícia Federal passou a disponibilizar equipes especializadas para os nomes que tiverem suas candidaturas homologadas pelas legendas.

A decisão visa garantir a estabilidade do processo democrático e proteger o direito fundamental à vida dos postulantes ao cargo máximo do Executivo. Diante de riscos identificados, a gestão da segurança tornou-se um elemento central que dita o ritmo dos eventos partidários, que ocorrem oficialmente entre 20 de julho e 5 de agosto.

Entre os presidenciáveis, Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) confirmaram a solicitação formal pela proteção do Estado. Destaca-se o caso de Renan Santos, que antecipou a convenção de sua legenda após relatar ameaças graves atribuídas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV) durante agendas realizadas no Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro. Para o pré-candidato, a antecipação é uma medida de sobrevivência.

A estrutura montada pela PF, com orçamento previsto de R$ 95 milhões, inclui o uso de viaturas blindadas, sistemas antidrones, coletes balísticos e equipes de reconhecimento facial. A Diretoria. A Diretoria de Proteção à Pessoa da corporação capacitou mais de 600 profissionais nos últimos dois anos, sendo que 458 servidores serão destacados para a proteção direta das campanhas. Cada candidatura é submetida a uma avaliação de risco técnica, que classifica o nível de ameaça e direciona os recursos necessários.

Existem distinções estruturais na proteção de outros pré-candidatos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, mantém o acompanhamento pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), com suporte da Polícia Federal. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) optou por declinar da proteção da PF, mantendo sua segurança sob responsabilidade da Polícia Legislativa do Senado.

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