ESTADO NO CENTRO DE CRÍTICAS
Ivan Júnior critica gestão do RN por ideologia e falta de apoio ao Vale do Açu
Ex-prefeito de Assú, Ivan Júnior, aponta ideologia na gestão pública do Rio Grande do Norte e defende prioridade para o Vale do Açu em pré-campanha.
O ex-prefeito de Assú Ivan Júnior, pré-candidato a deputado estadual pelo MDB, criticou nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, a condução política e administrativa do Rio Grande do Norte. Segundo ele, decisões guiadas pela ideologia, e não pelo planejamento e desenvolvimento, têm custado caro ao Estado, gerando crise financeira, insegurança, problemas na saúde e abandono de estruturas estratégicas. A declaração foi feita em entrevista à 94 FM. Ivan Júnior destacou que, apesar de o governo estadual tentar lidar com a crise financeira através do aumento de impostos, as regiões que mais contribuem para a economia potiguar, como o Vale do Açu, não recebem a atenção necessária. Para o pré-candidato, a área produtiva, que engloba fruticultura, carcinicultura, salinas e petróleo, é um "gigante adormecido" que gera riqueza para o Rio Grande do Norte, mas que carece de retorno em infraestrutura, segurança, saúde e desenvolvimento.  "O Estado vive uma crise financeira gigantesca. Podemos até dizer um processo de falência financeira do Estado, onde se pensa que se resolve o problema aumentando o imposto. E isso termina afetando o setor produtivo", afirmou Ivan Júnior, ressaltando que "o Estado não ajuda a região" apesar de sua forte contribuição. A orientação ideológica da gestão estadual foi classificada como prejudicial para a definição de políticas públicas e um agravante para a situação do Estado. O ex-prefeito associou a falta de desenvolvimento e a fragilidade das políticas públicas ao aumento da violência, com o avanço de facções e a banalização das mortes, especialmente no Vale do Açu, cenário que se assemelha a Natal e outras cidades do Nordeste. Ivan Júnior também alertou sobre a situação da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, o maior reservatório do Rio Grande do Norte. Ele apontou a falta de vigilância diária e o crescimento de vegetação em suas paredes, apesar da estrutura ser fundamental para o abastecimento e a produção no Baixo Açu. Embora a responsabilidade seja do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs), o ex-prefeito argumenta que o tema de segurança de barragens exige atenção imediata e expõe a falta de cuidado com estruturas essenciais. Na área da saúde, o pré-candidato, que é farmacêutico bioquímico, descreveu um cenário grave tanto na Grande Natal quanto no interior. Ele criticou atrasos em pagamentos a fornecedores, cooperativas médicas, terceirizados e prestadores de serviços, além da falta de insumos, comparando a atuação do governo a "apagar incêndio" sem apresentar soluções duradouras. Ivan Júnior lamentou que o alinhamento com o governo federal, ambos do PT, não tenha se traduzido em melhorias concretas para o Estado. O Hospital Regional de Assú foi citado como exemplo de gestão voltada para a propaganda, com a reabertura de uma maternidade que havia sido fechada pelo próprio governo, e a instalação de uma UTI durante a pandemia apresentada como paliativa. Ele acusou o governo de "vender uma ilusão" e ter uma gestão "muito de mídia". A recente inauguração de uma barreira ortopédica em Assú também foi criticada pela suspensão de cirurgias por falta de material de limpeza poucas semanas após a abertura. **Pré-candidatura e Renovação** Ivan Júnior confirmou sua disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa pelo MDB. Com passagens como prefeito de Assú por dois mandatos, presidente da Federação dos Municípios (Femurn) e secretário estadual de Recursos Hídricos e Meio Ambiente, ele justifica sua entrada na disputa pela carência de representação política para o Vale do Açu. Segundo ele, a região, com mais de 200 mil habitantes, está abandonada e sem voz para defender suas prioridades. O MDB montou uma nominata considerada equilibrada, com a expectativa de eleger ao menos dois deputados diretamente. Ivan Júnior defende a renovação na Assembleia Legislativa, argumentando que a região do Vale do Açu só voltará a ter prioridade com um representante comprometido com suas demandas. Ele encerra afirmando que pretende mostrar a realidade do Rio Grande do Norte em sua pré-campanha, alertando que "Se a gente ficar achando que está vivendo no País das Maravilhas, nós não vamos ter uma mudança real".
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