CRISE MEDITERRÂNEA
Israel intercepta flotilha com brasileiros rumo a Gaza
Marinha israelense detém 175 ativistas após abordagem a 21 embarcações. Mandi Coelho e Thiago Ávila estão entre os detidos, gerando alerta internacional por direitos humanos.
Forças israelenses interceptaram, na quarta-feira, 29 de abril de 2026, barcos da flotilha humanitária Global Sumud no Mar Mediterrâneo, impedindo a passagem rumo à Faixa de Gaza. A ação, que levou à detenção de ao menos 175 ativistas, incluindo os brasileiros Thiago Ávila e Mandi Coelho (pré-candidata a deputada federal pelo PSTU), levanta sérias preocupações sobre a segurança dos participantes e o acesso de ajuda a uma região em crise humanitária. O incidente reitera a tensão persistente na área e o desafio de missões de solidariedade internacional.
A Global Sumud divulgou que as embarcações foram inicialmente sobrevoadas por drones e monitoradas por um navio. Lanchas militares, identificadas como forças de Israel, abordaram a frota apontando lasers e armas contra integrantes da tripulação, conforme comunicado da coordenação da flotilha.
O momento da interceptação foi capturado em vídeo:
De acordo com o Times of Israel, a Marinha israelense interceptou 21 das 58 embarcações da flotilha que se dirigia a Gaza e confirmou a detenção de ao menos 175 ativistas.
Em um desdobramento controverso, o Ministério das Relações Exteriores de Israel divulgou um vídeo na rede social X (ex-Twitter), na quarta-feira, 29 de abril de 2026, que mostra "preservativos e drogas", alegando que estariam a bordo de uma das embarcações interceptadas e classificando a missão como uma "manobra de PR".
Os demais brasileiros que integram a flotilha – Ariadne Telles, Beatriz Moreira, Lisi Proença, Leandro Lanfredi e Lucas Gusmão – estão em outros barcos que foram redirecionados para Creta, na Grécia, por razões de segurança, segundo o Global Sumud.
Frente à gravidade da situação, familiares e organizações solidárias pedem atenção imediata da comunidade internacional, de entidades de direitos humanos e do governo brasileiro para garantir a segurança e a liberação dos ativistas a bordo.
Em vídeo publicado no Instagram na quarta-feira, 29 de abril de 2026, o ativista Thiago Ávila solicitou a "liberação imediata de todos os participantes da missão". Os ativistas a bordo da flotilha haviam partido da Espanha no início de abril de 2026.
Ávila, um dos detidos, já havia sido detido pelo Exército de Israel em junho e em outubro de 2025, evidenciando seu histórico de engajamento em causas humanitárias na região.
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