GUERRA SEM FIM
Israel ignora cessar-fogo e ataca Líbano com maior ofensiva
Operação "Escuridão Eterna" despejou 160 mísseis em apenas dez minutos, desafiando os esforços diplomáticos. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o acordo de trégua não incluía o grupo Hezbollah.
Apesar do anúncio de um cessar-fogo para o Oriente Médio, Israel decidiu intensificar suas ações militares no Líbano, lançando a maior operação de mísseis desde o início dos confrontos, chamada “Escuridão Eterna”. A investida, que despejou 160 mísseis em dez minutos, ocorreu porque o governo israelense declarou que o grupo Hezbollah não estava incluído no acordo de trégua. Esta decisão ignora os apelos internacionais pela paz e reacende a chama da violência, trazendo desespero e insegurança para a população libanesa e mantendo o mundo em apreensão.
Enquanto o Paquistão, mediador da trégua, anunciava um cessar-fogo que esperava abranger também o Líbano, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterava que o Hezbollah estava fora do pacto. A ação de Israel no Líbano, com uma tempestade de mísseis cobrindo o país, foi a maior operação desde o início do conflito. O documentarista Gabriel Chaim registrou ao vivo, na GloboNews, o trabalho árduo das equipes de resgate, que se esforçavam para socorrer as vítimas em meio à destruição.
O primeiro-ministro do Líbano acusou abertamente Israel de desconsiderar os esforços internacionais pela paz e pela estabilidade regional. Militares israelenses chegaram a emitir recomendações de retirada para algumas áreas, mas não para o centro da capital libanesa. Segundo um porta-voz de Israel, integrantes do Hezbollah estariam deixando bairros no sul do país, buscando refúgio em regiões densamente povoadas ao norte.
A 1,5 mil quilômetros dali, em Teerã, a notícia do cessar-fogo foi recebida com festividade pelos iranianos, mas também com considerável desconfiança. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, relatou em um telefonema ao primeiro-ministro do Paquistão que refinarias nas ilhas iranianas de Lavan e Siri foram atacadas logo após o anúncio do acordo, indicando uma fragilidade persistente na região.
Nas primeiras horas após a declaração do cessar-fogo, as defesas aéreas da Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein ainda precisaram ser acionadas para interceptar mísseis que haviam sido disparados do Irã, sublinhando a tensão contínua.
Líderes europeus, do Canadá e do Japão expressaram alívio e esperança com o cessar-fogo, enquanto a China confirmou ter desempenhado seu papel nas negociações mediadas pelo Paquistão. Contudo, a realidade no campo de batalha contrastava com os acordos no papel. As bombas continuavam a cair, e o mundo acompanha com apreensão as próximas horas, aguardando um sinal de que a diplomacia possa, de fato, indicar o caminho da paz, conforme pediu o Papa no Vaticano.
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