CONFLITO NO ORIENTE
Israel ataca Faixa de Gaza após tensão por lançamentos de objetos
Bombardeios em Zawayda e Nuseirat deixam mortos e feridos, enquanto Israel ameaça intensificar ofensiva militar na região.
Ao menos duas pessoas morreram e sete ficaram feridas após dois bombardeios aéreos realizados por Israel na Faixa de Gaza. A decisão do Exército israelense ocorreu neste domingo (23/08/2026), motivada pela ameaça de Tel Aviv de ampliar as operações militares caso não cessem os lançamentos de drones, balões e pipas vindos do território palestino em direção ao seu território.
O impacto humano dos ataques reverbera em comunidades já exauridas pelo conflito. Em Zawayda, na região central de Gaza, um edifício foi atingido, apesar de relatos de moradores indicarem que o Exército havia orientado a evacuação da área. Um segundo ataque foi registrado no campo de refugiados de Nuseirat.
A ofensiva acontece sob um clima de fragilidade diplomática. O gabinete do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu enfrenta pressão de aliados, incluindo EUA, Qatar e Egito, que apontam o descumprimento do cessar-fogo firmado em outubro de 2025. O impasse reside na presença persistente de soldados israelenses em partes do território palestino.
Enquanto Israel afirma que os lançamentos de pipas servem como teste de segurança, o Hamas nega autoria. Basem Naim, autoridade do Hamas, classificou os artefatos como expressões de crianças em meio aos escombros. Para os civis, como Abu Ahmed, o cenário é de desespero: "Não há cessar-fogo, não há nada. Queremos soluções, queremos viver em paz", relatou próximo aos escombros de um prédio destruído.
A situação permanece instável, com o Hamas acusando Israel de prejudicar o plano de paz articulado por Donald Trump. As operações militares seguem sem definição de término, mantendo a região em um ciclo contínuo de insegurança e instabilidade humanitária.
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