INFLAÇÃO EM SP

IPC-Fipe registra alta de 0,18% em junho e acumula 3,92% em 12 meses

Gráfico abstrato representando aumento de preços com símbolo monetário.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe mede a inflação na cidade de São Paulo.

Índice de Preços ao Consumidor desacelera em relação a maio. Acumulado em 12 meses é o menor em projeções de mercado.

A inflação na cidade de São Paulo, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, apresentou alta de 0,18% em junho. A decisão, divulgada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quinta-feira, 02/07/2026, mostra uma desaceleração em relação aos 0,45% registrados em maio. O resultado é significativo porque reflete o poder de compra da população, indicando que os preços, embora em ascensão, aumentaram em um ritmo menor, o que pode trazer algum alívio para o orçamento das famílias paulistanas, impactando diretamente a dignidade e o planejamento financeiro.

O desempenho de junho ficou abaixo da mediana das estimativas de mercado, que variavam entre 0,12% e 0,24%. No acumulado do primeiro semestre de 2026, o IPC-Fipe registrou uma inflação de 2,11%. Em um período de 12 meses, encerrado em junho, o índice apresentou elevação de 3,92%. Este patamar é inferior à projeção de 3,95% do mercado e representa uma aceleração em comparação com os 3,65% apurados no período finalizado em maio, mas ainda se mantém em um patamar que exige atenção.

A análise setorial revela que três dos sete componentes do IPC-Fipe perderam força: Habitação, que recuou de 0,53% em maio para 0,34% em junho; Alimentação, com desaceleração acentuada de 1,14% para 0,13%; e Despesas Pessoais, que passou de 0,31% para -0,03%, indicando uma leve deflação nesse grupo. Essa variação em despesas essenciais como alimentação tem um impacto direto no dia a dia e na capacidade de suprir as necessidades básicas das famílias.

Em contrapartida, houve aceleração nos gastos com Transportes, que passaram de uma queda de -0,65% para uma alta de 0,10%; Saúde, com aumento de 0,05% para 0,31%; Vestuário, de 0,18% para 0,31%; e Educação, de -0,03% para 0,11%. As variações nesses setores, especialmente em saúde e educação, que são cruciais para o desenvolvimento e bem-estar, merecem acompanhamento contínuo para entender seu impacto a longo prazo na qualidade de vida.

  • Habitação: 0,34%
  • Alimentação: 0,13%
  • Transportes: 0,10%
  • Despesas Pessoais: -0,03%
  • Saúde: 0,31%
  • Vestuário: 0,31%
  • Educação: 0,11%
  • Índice Geral: 0,18%

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