ARRECADAÇÃO RECORDISTA
IOF dispara 44,5% e arrecada R$ 25,3 bilhões no 1º trimestre
Imposto sobre Operações Financeiras fortalece caixa do governo e arrecada R$ 25,3 bilhões, com alta de 44,5%; total arrecadado em março de 2026 atinge R$ 229,2 bilhões, um recorde histórico.
A Receita Federal anunciou, nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, um expressivo aumento de 44,5% na arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no primeiro trimestre do ano, alcançando R$ 25,3 bilhões. Este crescimento recorde, impulsionado por uma mudança legislativa de 2025 e pela intensificação das operações financeiras, representa um reforço crucial para o caixa do governo e a busca pelo equilíbrio fiscal, impactando diretamente o custo de transações para cidadãos e empresas.
Os dados oficiais, divulgados pela Receita Federal, detalham que o tributo somou R$ 25,3 bilhões no período de janeiro a março de 2026. A elevação do IOF, um imposto que incide sobre diversas operações financeiras como empréstimos, câmbio e seguros, tem um efeito direto tanto na intensificação das atividades financeiras no país quanto no custo de realizar certas transações para o cidadão e as empresas. O desempenho do IOF indica, portanto, uma maior carga sobre as operações financeiras, ao mesmo tempo que reforça o caixa do governo em sua busca incessante por equilíbrio fiscal.
Somente em março de 2026, a arrecadação total atingiu um valor recorde para o mês, totalizando R$ 229,2 bilhões. Este montante representa uma alta real de 4,99% em comparação com o mesmo período de 2025 e um crescimento nominal de 9,34%. A Receita Federal apontou que, apenas em março, o IOF arrecadou R$ 8,3 bilhões, com um aumento notável de 50,06% na comparação anual. Este avanço é atribuído principalmente a uma mudança na legislação do tributo, por meio de um decreto publicado em 2025, que ajustou as alíquotas e a abrangência do imposto.
As receitas administradas diretamente pela Receita Federal alcançaram R$ 223,5 bilhões em março de 2026, apresentando uma alta real de 5,56%. Em contrapartida, as receitas gerenciadas por outros órgãos totalizaram R$ 5,7 bilhões, registrando uma queda real de 13,52%.
Além do IOF, outros importantes tributos também contribuíram significativamente para o resultado positivo. O PIS/Cofins arrecadou R$ 48,1 bilhões em março, com um crescimento de 4,35%, enquanto a receita previdenciária somou R$ 61,8 bilhões, uma alta de 4,95%.
O IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) sobre rendimentos de capital totalizou R$ 10,6 bilhões, um avanço de 7,44% na comparação anual. Este desempenho foi positivamente influenciado pelo bom rendimento das aplicações em renda fixa no período. A Receita Federal também ressaltou que o expressivo crescimento das importações exerceu um impacto considerável na arrecadação. O imposto de importação e o IPI vinculado avançaram 30,68% no mês, impulsionados pelo aumento tanto do volume importado quanto das alíquotas médias aplicadas.
Arrecadação no Trimestre
No acumulado de janeiro a março de 2026, a arrecadação federal somou impressionantes R$ 777,1 bilhões, em valores já corrigidos pela inflação. Este resultado robusto representa uma alta real de 4,58% em relação ao mesmo período de 2025, evidenciando uma recuperação e fortalecimento das finanças públicas do país. A capacidade do governo de arrecadar mais recursos é fundamental para a execução de políticas públicas e a estabilidade econômica.Gostou desta notícia?
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