TRAGÉDIA NO CÉU
Investigadores recolhem peças de helicópteros que colidiram no ar no Rio
Aeronaves chocaram-se em pleno voo no domingo (15). Seis pessoas morreram. Documentação dos helicópteros e pilotos estava regular. Polícia investiga falha humana ou erro de percurso.
Investigadores recolheram peças de helicópteros que colidiram no ar, no Rio, no domingo, 14 de junho de 2026. A decisão de iniciar a coleta de dados e destroços partiu do Comando de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão responsável pela apuração técnica do acidente. A medida é fundamental para entender as causas da tragédia, que vitimou seis pessoas e abalou a cidade, impactando famílias e a comunidade aeronáutica. A colisão em pleno voo, ocorrida pouco antes das 9h na Zona Sudoeste do Rio, chocou pela violência e pela perda de vidas.
O produtor musical Lucas Frota está entre as vítimas. Seu corpo foi cremado nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026. "O meu sobrinho é uma pessoa maravilhosa. A família está destroçada", lamentou Eduardo Correia, tio de Lucas, em depoimento que evidencia a dor e o luto que se abateram sobre os entes queridos. A identidade de uma das vítimas ainda não foi oficialmente confirmada, adicionando angústia à situação.
Durante todo o domingo, o Cenipa trabalhou na coleta de componentes essenciais das duas aeronaves para a perícia. Uma câmera de segurança registrou o exato momento em que as aeronaves se chocaram no céu carioca. Outras imagens mostram uma das aeronaves já em queda livre. A Polícia Civil também abriu inquérito para apurar as circunstâncias do acidente, ouvindo os proprietários dos helicópteros. O delegado responsável busca registros de comunicação entre os pilotos e verifica se os transponders – equipamentos que fornecem dados cruciais como altitude e velocidade – estavam ativos.
A investigação também se debruça sobre os planos de voo, que ditam as rotas seguras a serem seguidas. "No céu tem vias que têm que ser respeitadas. É como se fossem ruas, o equivalente a ruas no chão. Se uma das aeronaves não estiver no trajeto devido, na rua devida, é como se fosse um avanço de sinal do equipamento que estiver transgredindo aquela norma de aviação, vindo a causar um acidente", explicou o delegado Alan Luxardo, detalhando a complexidade da segurança aérea e a importância do respeito às regras de tráfego aéreo.
A Polícia Civil confirmou que toda a documentação dos dois helicópteros e de seus pilotos estava em conformidade com as normas vigentes, descartando irregularidades administrativas como causa primária do acidente. A perícia técnica e a investigação policial seguem em andamento para determinar a causa exata da colisão, buscando trazer respostas às famílias enlutadas e prevenir futuras tragédias.
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