CRIME CONTRA VIDA

Investigação aponta indícios de feminicídio contra Capitã da PMMG em Belo Horizonte

Foto da capitã Michele Leão Azevedo e do sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira.
Capitã da PMMG Michele Leão Azevedo e o marido, sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira.

A Polícia encontrou evidências de ocultação de provas e histórico de violência doméstica envolvendo o sargento suspeito do crime.

A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) deu início a uma investigação rigorosa para apurar a morte da capitã Michele Leão Azevedo. O caso, que chocou a corporação, foi registrado após o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira levar a esposa, já sem vida, ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, na noite desta segunda-feira (21).

A decisão pela prisão em flagrante do militar ocorreu após a identificação de evidências que sugerem possível adulteração da cena do crime. A motivação da detenção reside na tentativa de ocultação de provas e nas graves lesões constatadas no corpo da vítima, que incluíam traumatismo craniano e marcas de agressões físicas pretéritas.

No apartamento do casal, peritos localizaram roupas de cama lavadas e um cabo de madeira quebrado, itens que levantam suspeitas sobre a dinâmica dos fatos. Além disso, o sargento foi flagrado descartando comprimidos de ecstasy em uma lixeira da unidade de saúde enquanto aguardava atendimento.

O suspeito alega que Michele Leão Azevedo sofreu uma queda acidental de uma escada após o consumo de substâncias entorpecentes e bebidas alcoólicas. A defesa de Eduardo Abner Pereira de Oliveira sustenta que é necessário aguardar a conclusão dos laudos periciais e confia na imparcialidade do processo judicial. O inquérito segue em fase de coleta de provas e o caso ainda comporta recursos à medida que as investigações avançam.

O histórico do militar também é alvo de apuração. Em 2016, uma ex-companheira registrou boletins de ocorrência denunciando agressões físicas e ameaças, o que reforça a necessidade de um olhar atento da Justiça sobre o padrão de comportamento do suspeito. O caso coloca em xeque a trajetória do policial, que já havia sido anteriormente exonerado da corporação por omissões em seu processo de ingresso, mas readmitido por determinação da 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

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