IA GANHA NOVOS RUMOS

Investidores buscam novas apostas em IA com alta da Nvidia

Ilustração abstrata de redes neurais e fluxos de dados representando inteligência artificial.
Inteligência artificial impulsiona buscas por novas oportunidades de investimento no mercado de tecnologia.

Gigantes da tecnologia impulsionam mercado, mas busca por valorização leva a foco em infraestrutura e chips de memória, enquanto cautela paira sobre IPOs.

A inteligência artificial (IA) segue como um dos principais vetores de crescimento nos mercados globais. Contudo, a expressiva valorização de grandes empresas do setor tem direcionado o olhar de investidores para novas oportunidades dentro da vasta cadeia de tecnologia.

Empresas focadas na infraestrutura da IA, como fabricantes de memórias, começam a atrair atenção à medida que o mercado procura por teses de crescimento ainda não exploradas. Essa movimentação reflete uma migração do capital especulativo em busca de negócios com potencial de valorização mais acentuado.

Marilia Fontes, apresentadora do programa Resenha do Dinheiro, destaca que investidores buscam agora companhias que ainda podem entregar valorizações expressivas. 'O mercado passou a procurar empresas que ainda podem entregar valorizações expressivas. Houve uma migração para novas teses disruptivas dentro do setor de tecnologia', afirma Fontes.

Um exemplo proeminente é a Micron Technology, fabricante de chips de memória que se beneficia diretamente da crescente demanda por infraestrutura de IA. No último trimestre, a companhia alcançou uma margem de 85%, superando os 75% registrados pela Nvidia, líder global em chips para inteligência artificial.

Para Thiago Godoy, educador financeiro conhecido como 'Papai Financeiro', o desempenho da Micron evidencia o protagonismo dos componentes de memória na expansão da inteligência artificial.

Essa busca por novas avenidas de investimento também é consequência do elevado patamar de valorização atingido por empresas que lideraram o recente rali da inteligência artificial. 'Depois da forte alta da Nvidia, o mercado passou a se perguntar qual será a próxima tese capaz de entregar retornos semelhantes', questiona Fontes.

Apesar do otimismo geral com o avanço da IA, sinais recentes indicam um cenário mais criterioso para empresas do setor. Uma possível adiação da oferta pública inicial (IPO) da OpenAI para 2027 é um desses indicadores.

Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, interpreta esse movimento como um sinal de cautela do mercado em relação às avaliações atuais de companhias ligadas à IA. 'Se os fundamentos continuassem tão favoráveis quanto antes, provavelmente esse IPO aconteceria agora. Quando uma empresa desse porte avalia adiar sua abertura de capital, isso acende um sinal de alerta para o mercado', avalia Pascowitch.

Pascowitch ressalta que isso não significa o fim do ciclo de crescimento da inteligência artificial, mas sim a importância redobrada da análise fundamentalista por parte dos investidores antes de qualquer aporte significativo.

O programa Resenha do Dinheiro, realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, é apresentado por Thiago Godoy ('Papai Financeiro'), Marilia Fontes (sócia-fundadora da Nord Investimentos) e Bernardo Pascowitch (CEO do Yubb). O formato busca abordar semanalmente os principais temas da economia de forma leve e descomplicada, sem abrir mão da análise técnica.

A Resenha do Dinheiro é exibida às sextas-feiras, às 19h, no canal CNN Money no YouTube, e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

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