INOVAÇÃO E COMPETITIVIDADE

Empresas adotam agentes de IA para revolucionar o e-commerce

Painel de especialistas discutindo inovação e tecnologia em evento corporativo.
Evento Mercado & Opinião reuniu lideranças para debater o futuro da IA nos negócios.

Executivos debatem em São Paulo como o Agentic Commerce deve automatizar decisões complexas e movimentar trilhões de dólares até 2030.

A adoção de agentes de inteligência artificial capazes de pesquisar fornecedores, comparar propostas, negociar contratos e concluir compras de forma autônoma deve transformar a dinâmica das relações comerciais nos próximos anos. A avaliação foi consolidada por executivos durante o evento Mercado & Opinião, realizado em São Paulo nesta terça-feira (28).

O modelo, batizado de Agentic Commerce, promete revolucionar a eficiência operacional. Diferente das ferramentas de automação tradicionais, esses agentes executam etapas completas de negociação com base em critérios estratégicos, visando reduzir drasticamente o tempo entre a identificação de uma oportunidade e a concretização da venda.

Para Guilherme Horn, head do WhatsApp para Mercados Estratégicos na Meta, o uso dessas tecnologias tornará o atendimento ilimitado e mais humano. A perspectiva é que a adoção da inteligência artificial nas estruturas corporativas se torne unânime dentro de dois anos, elevando o patamar das interações entre marcas e consumidores.

Fernando Yunes, vice-presidente Executivo de Commerce do Mercado Livre na América Latina, destaca que a prioridade atual é a governança. O foco das empresas mudou de apenas realizar aportes para otimizar a gestão da inteligência, garantindo que o custo tecnológico se converta em valor real para o negócio.

Segundo estimativas da consultoria McKinsey, o segmento pode movimentar entre US$ 3 trilhões e US$ 5 trilhões globalmente até 2030. Esse salto na produtividade é visto como uma mudança na lógica competitiva das organizações, que agora disputam a velocidade na tomada de decisão. César Gon, CEO da CI&T, complementa que a transição trará mais personalização e novas possibilidades de mercado.

Apesar da autonomia dos algoritmos, Marcos Koenigkan, fundador do Mercado & Opinião, reforça que o papel estratégico das lideranças permanece vital. A inteligência artificial assume tarefas operacionais, permitindo que profissionais foquem na interpretação de cenários complexos. Para Paulo Motta, sócio do Mercado & Opinião, o sucesso dependerá da capacidade das empresas de aliar tecnologia à experiência humana em um ambiente de mudanças aceleradas.

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