INVERNO COM EL NIÑO

Inverno no RN com El Niño traz temperaturas elevadas e ventos reduzidos, prevê Emparn

Gráfico de previsão do tempo para o inverno no RN.
O inverno começou oficialmente no Hemisfério Sul neste domingo (21). No Rio Grande do Norte, a estação será marcada por temperaturas mais elevadas e redução da intensidade dos ventos, segundo previsão da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn).

A estação, que começou oficialmente neste domingo (21), será marcada por clima mais quente no Rio Grande do Norte. O fenômeno El Niño é o principal fator para a alteração. Chuvas devem seguir no litoral.

O inverno, que teve início oficial no Hemisfério Sul neste domingo, 21 de junho de 2026, trará para o Rio Grande do Norte um cenário de temperaturas mais elevadas e redução na intensidade dos ventos. A previsão é da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn) e aponta a influência significativa do fenômeno El Niño durante a estação.

Segundo o meteorologista da Emparn, Gilmar Bristot, a atuação do El Niño é o principal fator responsável por essa alteração climática. "Teremos influência do El Niño, o que provoca diminuição do vento e aumento da temperatura", explicou Bristot. Essa mudança impacta diretamente o bem-estar e a rotina dos cidadãos, que podem experimentar um período de inverno com características mais quentes do que o usual.

Apesar da tendência de calor acima da média, as chuvas devem persistir no litoral potiguar até o final de junho. A expectativa é que julho inicie com pancadas de chuva na faixa litorânea, mantendo maior intensidade até a metade do mês, com uma redução gradual a partir de então. Essa continuidade das precipitações pode ser crucial para o abastecimento hídrico em algumas regiões.

O que esperar do inverno no Brasil

A estação astronômica do inverno no Hemisfério Sul estende-se até 22 de setembro. Tradicionalmente, o período é associado a temperaturas mais baixas e dias com menor incidência de luz solar. Contudo, a influência do El Niño neste ano promete modificar o padrão climático em diversas partes do Brasil. A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (Noaa) confirmou a presença do fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial.

Especialistas apontam que o El Niño pode atenuar a força das frentes frias em áreas como o Sudeste e o Centro-Oeste do país, resultando em períodos prolongados de calor. Essa configuração climática pode afetar setores como agricultura e turismo, exigindo adaptações.

Chuvas e eventos extremos

Por outro lado, a atuação do El Niño também pode intensificar as chuvas no Sul do país, elevando o risco de eventos climáticos extremos em curtos períodos. Essa dualidade reforça a importância de um monitoramento climático contínuo e da adoção de medidas preventivas pela Defesa Civil e órgãos competentes para garantir a segurança da população.

Meteorologistas ressaltam que as mudanças climáticas globais tornam as previsões de longo prazo mais desafiadoras, promovendo variações mais duradouras de temperatura e alterando os regimes de chuva. Essa complexidade exige uma abordagem adaptativa e resiliente por parte da sociedade.

Estação astronômica

O inverno é um fenômeno astronômico resultante da menor incidência de radiação solar no Hemisfério Sul, enquanto o Hemisfério Norte experimenta o verão. No Brasil, os efeitos da estação manifestam-se de formas distintas. Enquanto no Sul os dias podem ter menos de 10 horas de luz solar, em regiões próximas à linha do Equador, como o Amapá, a variação na duração do dia ao longo do ano é mínima.

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