ALERTA DE VÍRUS
Internações por vírus respiratórios sobem no RN, indica boletim InfoGripe
Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Rio Grande do Norte e em outros 10 estados. VSR e Influenza A impulsionam a alta.
O Rio Grande do Norte figura entre os 11 estados brasileiros que registram crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A informação consta no boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta sexta-feira, 12/06/2026, e aponta um aumento nas hospitalizações motivado principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pela influenza A no estado.
A análise, que abrange a Semana Epidemiológica 22 (de 31 de maio a 6 de junho), revela que o RN apresenta incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. A tendência de crescimento tem sido observada nas últimas seis semanas. Além do Rio Grande do Norte, outros estados como Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo também enfrentam cenário semelhante.
O boletim da Fiocruz detalha que os casos de SRAG associados ao VSR seguem em elevação na maioria dos estados do Nordeste, com o RN entre eles. O Sudeste, Sul e Norte também registram aumento. As hospitalizações por influenza A mantêm-se em alta no Rio Grande do Norte e em toda a Região Sul.
Diante deste cenário, a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, enfatiza a necessidade de medidas preventivas. "É importante que a população tome alguns cuidados, como lavar sempre as mãos, usar máscaras dentro de unidades de saúde e em ambientes aglomerados com pouca circulação de ar. Também é importante fazer isolamento em caso de aparecimento de sintomas de gripe ou resfriado para evitar transmitir o vírus para outras pessoas", orienta Portella. Ela reitera a importância da vacinação contra influenza e VSR para os grupos prioritários.
Em âmbito nacional, o VSR é o principal causador do aumento de casos graves em crianças de até 4 anos. Já a influenza A predomina entre jovens, adultos e idosos. O rinovírus, por sua vez, mostra maior incidência entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos.
Os dados laboratoriais referentes a 2026 indicam que, do total de casos positivos de SRAG no País, 33,1% foram causados por VSR, 24,4% por influenza A, 32,5% por rinovírus, 3,1% por influenza B e 5,7% por Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR passou a representar quase metade dos casos positivos (49,6%).
Até o momento em 2026, o Brasil registrou 82.544 casos de SRAG, com 40.259 confirmados laboratorialmente para algum vírus respiratório. O país contabiliza 3.591 mortes por SRAG neste ano, sendo a influenza A responsável por 41,9% dos óbitos com resultado positivo.
O InfoGripe é uma iniciativa do Sistema Único de Saúde (SUS) que monitora casos de SRAG e auxilia as vigilâncias em saúde na identificação de áreas prioritárias para intervenção.
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