ALERTA INTERNACIONAL

Inteligência dos EUA desmente Trump sobre Irã

Armas iranianas e equipamentos militares em prontidão, cenário que preocupa a inteligência dos Estados Unidos.
Armas iranianas em destaque. Foto: Divulgação.

Avaliações confidenciais revelam Irã com 90% das bases operacionais. Custos da guerra atingem US$ 29 bilhões.

Agências de inteligência dos Estados Unidos concluíram que o Irã recuperou grande parte de sua capacidade militar estratégica, com a maioria de suas instalações operacionais. Esta avaliação, revelada em relatórios confidenciais apresentados a membros do governo americano nas últimas semanas, desafia publicamente as declarações da Casa Branca e do presidente Donald Trump, que vinham afirmando o colapso das forças iranianas. A reativação das bases iranianas, especialmente no Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte global de petróleo, eleva a tensão no Oriente Médio, impacta diretamente a segurança marítima e já impulsiona os custos da guerra para US$ 29 bilhões, com riscos iminentes para navios americanos nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026.

Os relatórios, que circularam reservadamente entre integrantes do governo, apontam que Teerã voltou a operar a maioria de seus locais de lançamento de mísseis, instalações subterrâneas e estruturas militares espalhadas ao longo do estratégico Estreito de Ormuz. Esta área é crucial para o escoamento global de petróleo.

Uma preocupação central entre as autoridades americanas é a recuperação operacional de 30 dos 33 locais de mísseis que o Irã mantém na região do estreito. Essas estruturas representam uma ameaça potencial contra navios de guerra e petroleiros dos Estados Unidos que navegam por essa rota marítima essencial.

As avaliações detalham que, dependendo do nível de dano sofrido em ataques anteriores, os iranianos já utilizam lançadores móveis localizados em instalações subterrâneas para reposicionar mísseis ou até mesmo realizar disparos diretos dessas bases. Apenas três posições permanecem completamente inacessíveis no momento.

Os documentos de inteligência também revelam que o Irã conseguiu preservar cerca de 70% de seus lançadores móveis e mantém aproximadamente 70% do estoque de mísseis que possuía antes do início do conflito. O arsenal inclui mísseis balísticos de médio alcance e uma menor quantidade de mísseis de cruzeiro, capazes de atingir tanto alvos terrestres quanto marítimos.

Essas informações foram compiladas por agências de inteligência militar utilizando uma variedade de fontes, incluindo imagens de satélite, sistemas de vigilância avançados e outras plataformas de monitoramento. As conclusões indicam que cerca de 90% das instalações subterrâneas iranianas, usadas para armazenamento e lançamento de mísseis, já são consideradas “parcialmente ou totalmente operacionais”.

O teor desses relatórios contradiz abertamente a narrativa promovida pela Casa Branca e pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, que vinham afirmando publicamente que as forças militares iranianas estavam "dizimadas" e não representavam mais uma ameaça significativa.

Em uma entrevista à CBS News em 9 de março, o presidente Donald Trump declarou que os mísseis iranianos haviam sido reduzidos "a um número disperso" e que o país "não tinha mais nada em termos militares". Pete Hegseth, por sua vez, afirmou em abril que as operações militares haviam tornado as forças iranianas "ineficazes em combate por muitos anos".

Enquanto o debate sobre a real efetividade da ofensiva militar persiste em Washington, os custos do conflito continuam a escalar. Jay Hurst, controlador do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, informou ao Senado que os gastos militares na guerra já atingem a marca de US$ 29 bilhões, superando a estimativa de US$ 25 bilhões feita pelo Pentágono apenas duas semanas antes.

O governo americano ainda não divulgou qual será o valor adicional que solicitará ao Congresso para financiar a continuidade da operação militar, que já se estende por 11 semanas e mantém elevada a tensão geopolítica no Oriente Médio e nos mercados globais de energia.

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