GUERRA E INFLAÇÃO

Inflação nos EUA atinge pico em 3 anos com custo da guerra

Inflação nos EUA atinge o nível mais alto em três anos
Guerra no Oriente Médio pressiona inflação nos EUA, que atinge o nível mais alto em 3 anos — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Custo do conflito no Oriente Médio eleva despesas americanas para US$ 29 bilhões, impactando diretamente o bolso do consumidor.

A escalada dos custos da guerra no Oriente Médio, que alcançou a marca de US$ 29 bilhões segundo o Pentágono informou ao Congresso na terça-feira, 12 de maio de 2026, impulsiona a inflação nos Estados Unidos para o nível mais elevado em três anos. Publicada nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, a notícia revela um cenário econômico desafiador que atinge diretamente o bolso dos americanos, com aumentos notáveis em bens e serviços essenciais, levantando questões sobre as prioridades da administração do Presidente Donald Trump frente à crescente pressão financeira.

A vida nos Estados Unidos fica mais cara. Os americanos testemunham a inflação acumulada nos últimos 12 meses atingir 3,08% em abril, o patamar mais alto desde maio de 2023. A realidade é sentida no dia a dia: ao encher o tanque, um motorista paga 28% a mais na gasolina em comparação com 2025. No supermercado, a carne, por exemplo, já está 1,5% mais cara. E, para quem planeja as férias com a família, as passagens aéreas tiveram um aumento de quase 21%.

A conta da guerra cresce exponencialmente para Washington. O Pentágono comunicou ao Congresso, na terça-feira, 12 de maio de 2026, que o custo do conflito no Oriente Médio subiu para impressionantes US$ 29 bilhões. Este valor representa um acréscimo de US$ 4 bilhões em apenas duas semanas, evidenciando a escalada das despesas militares e a dificuldade de conter os gastos em um cenário de tensão contínua.

No epicentro das tensões, as ameaças nucleares do Irã adicionam uma camada de gravidade ao cenário. Um porta-voz do Parlamento iraniano declarou que o enriquecimento de urânio a 90% – patamar necessário para a produção de uma bomba atômica – seria uma das opções caso os Estados Unidos ataquem novamente. Atualmente, o Irã possui urânio enriquecido a 60% e insiste que seu programa nuclear tem fins exclusivamente pacíficos. O representante do Ministério das Relações Exteriores do Irã pontuou que “Negociações significam dar e ceder. Não é 100% de satisfação. Isso seria imposição”.

Essas ameaças surgem após o Presidente Donald Trump rejeitar a última proposta de acordo do Irã, afirmando que o cessar-fogo “respirava por aparelhos”. Questionado sobre os impactos financeiros da guerra na terça-feira, 12 de maio de 2026, Trump declarou que não considera a situação econômica americana como sua prioridade máxima. Para ele, o objetivo primordial é impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear, relegando as preocupações com o custo de vida dos americanos a um segundo plano.

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